Política

Prefeitura lamenta 'posturas radicais' e Sincomércio propõe plano de abertura


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O imbróglio entre a Prefeitura de Bauru e entidades que representam o segmento econômico continua. O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) reforçou que todo e qualquer descumprimento das restrições do decreto é passível de punição e lamentou posições que considera mais radicais. Enquanto isso, o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Bauru e Região protocolou uma proposta para a reabertura gradual das lojas a partir do próximo dia 23.

Segundo Walace Garroux Sampaio, presidente do Sincomércio, o documento foi enviado de forma online e protocolado no final da tarde desta quinta-feira (16) na prefeitura. O texto sugere regras específicas para o funcionamento do comércio de rua e dos shoppings (confira as propostas no quadro ao lado - clique em cima).

O Sincomércio também enviou para o sindicato da categoria uma minuta com propostas a bares e restaurantes. O texto deve ser analisado pela entidade e, depois, repassado ao município.

EM ESTUDO

Como o documento chegou no final da tarde, o prefeito Gazzetta afirmou que o Conselho de Crise ainda não o havia analisado.

Em nota emitida pouco antes, a Prefeitura de Bauru reafirmou que "está estudando todas as solicitações e informações relativas aos segmentos que permanecem com restrição de funcionamento em sua integralidade".

O município também reforçou que tem estabelecido um canal de diálogo e comunicação com as entidades empresariais, construindo, inclusive, nesta semana, a proposta de um cronograma para a retomada gradual e responsável das atividades econômicas da cidade.

Sobre a abertura ou não no próximo dia 23, a nota destaca que dependerá das condições epidemiológicas de Bauru e de um conjunto de fatores que já está em análise pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19.

CRÍTICA

Matéria do JC desta quinta (16) mostrou que tanto o Sincomércio quanto a Acib apoiam a abertura das lojas associadas a partir de 23 de abril, independente de como esteja a situação epidemiológica do município.

Sobre a posição das entidades, a nota da prefeitura é crítica: "Não condiz com as estratégias que estavam sendo acordadas entre as partes, trazendo desinformação, insegura e incitando a prática de desobediência civil, que, inclusive, é passível de ações administrativas e jurídicas, além de demonstrar total falta de sintonia com a cidade, suas ações no combate à epidemia e a preservação a vida da população".

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