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Cabeleireiros 'usam a cabeça' e enfrentam a crise com garra

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Barba, cabelo e bigode: em casa. Com os salões de beleza e barbearias fechados devido à quarentena, os cabeleireiros de Bauru estão se desdobrando para manter seus serviços de forma adaptada, com atendimento a domicílio. Vale usar a criatividade, a energia e até a paciência para manter ao menos parte da clientela consumindo o importante serviço.

Com mais de 20 anos na missão de cuidar da autoestima das clientes, a cabeleireira Rosana Gorni tem o "Salão da Janet" fechado no Jardim Bela Vista. Segundo ela, o momento é de sobrevivência.

"Tem sido um momento difícil no qual buscamos superação diariamente. Cada atendimento é um desafio. Tenho mantido 30% do faturamento. Isso porque corri atrás de telefonar e mandar mensagens para toda a minha clientela para oferecer agendamentos", comenta Rosana.

"SALÃO NA MALA"

Ela destaca que a sua profissão é muito zelosa com a higiene e que tem uma mala de itens que utiliza no atendimento a domicílio. Nela contém máscaras, álcool em gel, escovas, tesouras, pentes, borrifadores, tinturas, espelho, entre vários outros acessórios. Rosana cobra um pequena taxa a mais para ir até o local, apenas para colaborar com o custo do combustível.

"Quando estamos atendendo, não somos só cabeleireiros, mas também amigos. Escutamos suas histórias. No salão conseguimos controlar o tempo. E a domicílio temos diversos fatores que precisamos nos adequar, como filhos chamando os pais, cachorros, falta de tomadas, espelhos e iluminação adequada, mas estamos lutando contra essas adversidades na esperança de passar logo", reitera a cabeleireira.

CRÍTICA

Rosana aproveita para criticar a decisão da Prefeitura de Bauru (baseada em determinação do Estado) de ter liberado abertura com regras e depois recuado e comunicado o fechamento dos salões. Segundo ela, isso confunde até hoje os clientes. Ela enfatiza que os ambientes profissionais estão mais adequados para prestar o serviço e evitar contágio de doenças. "Pode se atender um por um, sem aglomeração, com hora marcada. Creio que esse recuo foi puramente pressão dos outros segmentos que não tiveram a flexibilização". O telefone para contato é 14 99898-7877.

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