Que mundo queremos? Olhando meu filho nesse momento me pergunto sobre que mundo queremos. Temos uma pandemia aterrorizando os países do globo, quase todos buscando a intervenção do Estado para salvar seus povos, o dito mercado também aguardando a intervenção do Estado para salvar seus interesses privados.
Não tenho dúvida que o momento é de salvar vidas. Mas também não tenho dúvida que o momento é de discutir o modelo de sociedade que vem sendo construído. O atual sistema econômico mundial, o capitalismo, tem a capacidade de produzir desigualdade e esmagar os trabalhadores, mas o que devemos refletir nesse momento é o canto da sereia do capitalismo onde o mercado se autorregula e produz os "bem sucedidos", estes que por seus "méritos" alcançarão o dito sucesso.
Neste momento é impossível não fazer a reflexão sobre uma das deficiências do sistema capitalista, a de que o dito mercado não dá conta das necessidades básicas da população. O atual sistema constrói uma vida digna para poucos e a falsa sensação que os "esforçados" serão vitoriosos, impõe ao conjunto da sociedade que é possível "vencer" dentro das atuais regras do jogo. O Capitalismo propõe e entrega ao "mercado" todos os serviços essenciais do Estado.
Nestes momentos de crise, não podemos deixar de analisar que o endeusado mercado se socorre ao salvador, o Estado! O tempo é de pensar em salvar e cuidar de vidas, mas também de refletirmos os projetos que são apresentados ao conjunto da sociedade durante as eleições.
As últimas se resumiram ao 'antiPeTismo', construído desde a eleição de 2014, bem como a "nova política" e a diminuição do Estado, diante a falsa alegação de que o peso do Estado emperrava o desenvolvimento e progresso do País. Foi vitorioso o candidato que capitaneou o 'antiPeTismo' e a diminuição do Estado. Novas eleições se avizinham, que projeto de Estado e Sociedade sairá vitorioso das urnas?
Precisamos de um projeto que fortaleça o papel do Estado no desenvolvimento de políticas públicas para todos. Não caberá, no pós Covid-19, um modelo egoísta, individualista, consumista e excludente, como o que temos hoje. É tempo de refletir que mundo queremos, e tal passa pela empatia, que forçosamente a sociedade está tendo que desenvolver diante da atual crise.
O fortalecimento do Estado para diminuição da desigualdade social e investimento nos serviços essenciais devem promover a democratização do acesso aos serviços básicos e consequentemente promover dignidade ao povo e nossa população bauruense. Precisamos expor as contradições do atual sistema e apresentar alternativas. Em defesa da vida, mantenha o distanciamento social para, primeiramente, salvar vidas, mas aproveitemos o momento para refletir sobre que mundo e sociedade queremos!