Nacional

Falta de coordenação não se restringe às regras


| Tempo de leitura: 1 min

A falta de coordenação, porém, não se restringe às regras para o fim das restrições nos Estados e municípios. "Ela inexiste também na relação entre o Executivo, a Câmara e o Senado para as medidas de combate aos efeitos econômicos da epidemia", avalia Fernando Veloso, pesquisador do Ibre/FGV.

Veloso ressalta que, desde meados de 2017, quase todo o aumento do emprego ocorria no precário mercado informal, fato que vinha derrubando tanto a produtividade da economia quanto as chances de um crescimento maior no futuro (ver quadro).

Para Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, não haverá como escapar de um cenário de crescimento muito baixo na média dos próximos anos, quando o país tiver de conviver com um endividamento bem superior ao atual - e eventualmente ser obrigado até a aumentar impostos para pagar a conta.

A MB Associados projeta queda de 4,7% do PIB neste ano, mais do que a média de -3,4% no biênio 2015/2016. "Mas, se tivermos que ficar no abre e fecha de um isolamento intermitente, não é difícil isso cair a 6% ou 7% negativos", afirma Vale.

Comentários

Comentários