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Setor de serviços e informais estão entre os mais prejudicados


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No Brasil, 70% do PIB e dos empregos são gerados no setor de serviços. Neste momento, além de serem as mais afetadas pelo fechamento de uma infinidade de estabelecimentos, grande parte das vagas são informais - e seus ocupantes agora dependem da ajuda emergencial de R$ 600 por três meses.

Se essas pessoas não puderem voltar logo ao trabalho, o impacto nas contas públicas também tende a aumentar com o eventual prolongamento da ajuda a elas. Além disso, mais de 4,7 milhões de trabalhadores no setor de serviços (7,6% do total) têm mais de 60 anos, faixa em que ocorrem cerca de 8 em cada 10 mortes pela Covid-19.

No total, mais de 8% dos trabalhadores no País têm mais de 60 anos, proporção que sobe para 13% na agropecuária. Nessa área, uma das poucas liberadas para continuar suas atividades quase normalmente, a possibilidade do "abre e fecha" e de paralisações intermitentes também existe.

"Com a epidemia se movendo em direção ao Interior, algumas áreas de cultivo acabarão sendo afetadas mais à frente", diz Marcello Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio.

Menos dependentes de mão de obra intensiva, plantações de soja, milho e algodão podem não sofrer tanto, o oposto de culturas como feijão e frutas - essa última já enfrenta forte paralisação pela suspensão de voos para a Europa e pelas restrições no Brasil.

"Um dos grandes erros do Brasil foi não regionalizar o isolamento logo no início, como fez a China com a região de Wuhan. diz Alexandre Rands, presidente da Datamétrica, do Recife.

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