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São Paulo


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O Estado de São Paulo, que também tateia uma saída para o isolamento, decidiu na sexta (17) adiar novamente, até 10 de maio, o fim das restrições de circulação de pessoas e a abertura de negócios. Mas, em cidades do Interior, prefeitos vêm flexibilizando a medida. "Como não há protocolo nacional, Estados e municípios adotam medidas distintas, o que torna pouco previsível a evolução da curva de casos, dificultando o enfrentamento desta crise", afirma Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo. No caso paulista, diz, o Estado continuará seguindo "dados científicos" para tomar decisões. Só na semana passada o Ministério da Saúde determinou que hospitais informem em uma plataforma única a lotação de seus leitos de UTI. Até que essas informações estejam consolidadas, milhares de cidades continuarão no escuro sobre a real capacidade de atendimento. Menos de 10% dos municípios do País têm leitos de UTI, e sua disponibilidade é muito desigual, tanto regional (maior no Sul e Sudeste do que no Norte e Nordeste) quanto no Sistema Único de Saúde (1,4 leito por 10 mil habitantes) e no setor privado (4,9 leitos por 10 mil segurados).

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