Atitude

Entenda por que comparar os filhos é prejudicial para todos

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 1 min

"Comparar os filhos é o mesmo que comparar os dedos da mão: saem todos do mesmo lugar, mas cada um de um jeito", diz Luciana Brites, psicopedagoga do Instituto NeuroSaber. A comparação entre filhos é algo comum, que alguns pais fazem até mesmo sem perceber. Principalmente em épocas de isolamento social, quando todo mundo está em casa.

"Muitas vezes, os próprios pais não se dão conta, seja por aspectos da própria cultura em que estão inseridos, ou por terem tido esse tipo de experiência quando crianças e acabam repetindo, sem que haja consciência das consequências. Muitos pais acham que, ao comparar o filho a alguém que se destaca, estão encorajando a criança a melhorar seu comportamento ou desempenho", afirma Renata Bento, psicanalista especialista em família.

O grande problema da comparação é que ela pode trazer prejuízos para o desenvolvimento da autoestima, principalmente se o filho ainda for criança. "A comparação dificulta o autoconhecimento, porque a criança passa a querer ser o outro, e então ela não consegue se ver como pessoa. Primeiro, ela precisaria se entender para observar as mudanças que precisa fazer em vez de querer reproduzir tudo o que o outro faz", destaca Luciana.

Comparar os filhos pode trazer desarmonia para a família e criar sérios problemas entre irmãos. "Toda criança quer ser amada pelos pais e teme perder o amor destes. A comparação entre os irmãos estimula a rivalidade, fomenta e amplia a competição. Além disso, frustra a criança porque ela não consegue ser aquilo que pensa que os pais querem dela, mas também não consegue descobrir quem ela é", finaliza Renata.

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