Esportes

Conhece o ambiente

Luis Felipe Carrion
| Tempo de leitura: 3 min

Leandro Oliveira sabe bem o que é o Noroeste. O meia, que já defendeu o Alvirrubro em duas oportunidades anteriormente, está em sua terceira passagem pelo clube. Na primeira, o Norusca chegou a se classificar para a segunda fase da Série A2, e ficou em quarto lugar no grupo da segunda fase (o formato de disputa era diferente). Já há dois anos, a Maquininha Vermelha foi eliminada nas quartas de final da Série A3 pelo Atibaia. No total, são 60 jogos com a camisa noroestina e 19 gols.

Nascido em Campo Grande (MS), Oliveira iniciou sua carreira no antigo Malutron, do Paraná. Após passar pelo Ituano chegou pela primeira vez ao clube bauruense em 2012. "A gente teve uma boa campanha, mas infelizmente não subimos. Chegamos no quadrangular final e eu tive uma boa participação. Tive um destaque muito bom. Tanto que apareceram outras propostas para eu sair e por isso não fiquei para o título da Copa Paulista", relembra.

Após deixar o Norusca, o meia foi emprestado para o Santa Cruz, de Pernambuco. Na sequência, jogou em clubes como Comercial, onde teve a primeira oportunidade de trabalhar com Luiz Carlos Martins, atual técnico do Noroeste; Al Faisaly, da Arábia Saudita; Thespakusatsu Gunma, do Japão; Bragantino e Caldense-MG antes de retornar pela segunda vez a Bauru.

"2018 também foi um ano muito bom para nós. Mas o objetivo do clube era subir e não conseguimos. A gente fica meio cabisbaixo e triste, mas fico feliz pela participação particular, individual, porque daí é que a gente aparece. O nosso trabalho está em evidência tentando mostrar sempre o melhor. E aí eu pude renovar e ficar para a Copa Paulista onde, infelizmente, também não conseguimos nosso objetivo", explica.

SEGUNDO RETORNO

No ano passado, Leandro Oliveira defendeu a Patrocinense no Campeonato Mineiro e o Moto Club-MA na Série D do Campeonato Brasileiro. Em 2020, ele recebeu convite da direção noroestina para retornar pela segunda vez e defender o clube na Série A3. Assim como nas passagens anteriores, a equipe briga pelo acesso e antes da parada era líder da competição, com 26 pontos em 11 jogos disputados.

Para o meia, o segredo do bom desempenho do time comandado por Luiz Carlos Martins é o trabalho bem feito. "Muita gente não sabe o que passamos. Muitas vezes vai ao estádio vê um passe errado, o gol perdido e xinga. Quando vê o gol comemora. Mas, não sabe o quanto a gente trabalhou. O quanto suamos. Sol, chuva e frio. Campo ruim, campo bom. Passamos por tudo isso e muito mais para podermos colher os frutos. A gente buscou isso e sempre escutou o que o Luiz (técnico) tem para falar. Afinal, não é por acaso que ele tem esse rótulo de 'rei do acesso'. Conhece o caminho", aponta.

Aos 32 anos, Oliveira é um dos mais experientes do elenco e um jogador que gosta de dar conselhos aos mais jovens. "Com quem tenho liberdade eu procuro conversar e passar um pouco da experiência que vivi. Sou um cara brincalhão, mas nessa parte é mais quando a gente tem uma liberdade, estar conversando com alguém mais próximo, alguma lição de vida", esclarece.

Comentários

Comentários