Como opção à abertura do comércio em geral, proibida na cidade e em todo o Estado, o vereador José Roberto Segalla (DEM) propõe a "venda na rua". A ideia, segundo ele, é que comerciantes possam expor parte de seus produtos fora das lojas (estacionamentos e calçadas) ou que a prefeitura possa ajudar a montar locais ao ar livre para estimular as vendas. Para funcionar, os pontos necessitariam de fiscalização, como forma de controlar o acesso de pessoas.
A proposta de Segalla, também presidente da Câmara Municipal, surgiu após reunião de vereadores com o prefeito, na última segunda-feira (20). A medida deve ser apresentada ao Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da Secretaria Municipal de Saúde.
O vereador diz estar preocupado em encontrar um "meio termo", como forma chegar a um denominador comum que obedeça a lei e atenda, pelo menos em parte, as dezenas de pedidos que os vereadores têm recebido de comerciantes.
"Me parece uma possível solução o comércio ir para as ruas. O prefeito diz que o que está proibido é o cliente entrar na loja. Se as feiras livres são possíveis, penso que poderíamos ter um esquema parecido para o comércio", cita Segalla, colocando o projeto como uma alternativa ao delivery, já que os clientes teriam como escolher os produtos.
CONTROLE NAS ESQUINAS
A proposta considera a necessidade de controle do acesso às quadras comerciais por meio de equipes de fiscalização, que ficariam nas esquinas.
"Assim como ocorre nos supermercados, haveria um controle de acesso, seja por fiscais ou pela Polícia Militar", detalha. "As lojas em pontos comerciais fariam como se fosse um 'bota-fora', colocando os produtos nas calçadas. Claro, que com os cuidados necessários, como álcool gel e máscaras", completa.
Já para as lojas que não ficam em ruas comerciais, o vereador sugere que a prefeitura reserve uma área específica e com mais destaque, ajudando a viabilizar a proposta.
A preocupação do legislador se dá também em razão da aproximação de uma das melhores datas para o comércio ao longo do ano: o Dia das Mães.