Brasília - Na tentativa de evitar idas frequentes aos postos de saúde em meio à crise pelo novo coronavírus, o Ministério da Saúde lançará uma plataforma para oferecer consultas virtuais por médicos e equipes de saúde da família que atuam nestes locais. O objetivo é dar alternativas para manter ou retomar o atendimento de pessoas com doenças crônicas, como diabéticos e hipertensos, além de gestantes e outros pacientes já acompanhados nas unidades.
A oferta da consulta virtual ocorrerá a critério do médico e equipe e também sob pedido ou concordância do paciente. Neste caso, o atendimento presencial pode ser intercalado com as consultas a distância, disse à reportagem o secretário de atenção primária em saúde, Erno Harzheim.
A plataforma foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, que já tem ferramenta semelhante e faz parte do programa Proadi-SUS. Para colocar em prática a medida, a pasta deve lançar nesta semana um cadastramento de médicos e equipes interessadas no serviço.
Com isso, os profissionais receberão treinamento para uso da plataforma e um certificado digital ICP-Brasil, necessário para fazer os atendimentos e emitir documentos como atestados e receitas médicas digitais.
Para fazer a consulta, o médico enviará um endereço eletrônico ao paciente para videoconferência. Também haverá a opção de fazer a consulta por telefone. A decisão ficará a cargo do profissional e paciente, afirma o secretário. No final, o paciente deve receber por email uma pesquisa de satisfação.
Segundo Harzheim, essa será a primeira ferramenta de teleconsulta entre médico e paciente a nível federal. Até então, as estratégias existentes visavam apoio a diagnóstico e ocorriam apenas entre profissionais, sem contato direto com o paciente.