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Remédicos do Riso animam crianças do HAC pela Internet


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Jaú - Nesta quarta-feira (22), em razão das regras de isolamento social motivadas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), pacientes da Pediatria do Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú (47 quilômetros de Bauru) interagiram com os voluntários do grupo Remédicos do Riso de uma maneira diferente. Por meio de aplicativos de mensagens, os palhaços puderam ver e brincar com três crianças e levar alegria aos pequenos, mesmo que a distância.

Desde março, as visitas dos voluntários estão suspensas na unidade. "Estamos acompanhando as mudanças que estão ocorrendo no mundo neste momento da quarentena e percebemos que podemos nos reinventar", conta o coordenador do projeto, Rogério Fabre. Algumas ações do grupo, como oficinas de improviso, aulas e reuniões de coordenação, já estavam sendo realizadas por vídeo e, assim, surgiu a ideia de levar esse novo formato para as interações com pacientes.

"Mesmo sendo por vídeo, com a distância da tela, os Remédicos vão tocar o paciente com o olhar, com sentimentos, com as brincadeiras que já foram construídas num vínculo anterior", comenta a coordenadora e psicoterapeuta do grupo, Daniela Parra. Segundo ela, a atuação de ontem foi um teste que, se for considerado positivo pela equipe, em breve, deve ser estendido para mais pacientes.

Para Heitor e sua mãe, Franciele Santana da Cruz, a experiência foi muito boa. O garoto, de quatro anos, chegou recentemente ao hospital e não teve oportunidade de brincar com voluntários do grupo de forma presencial. A mãe conta que já tinha visto esse tipo de trabalho pela Internet e que gostou bastante de ver a alegria do filho.

"Ele amou! Ficou muito ansioso, esperando eles ligarem. Ele não pode sair, mas pôde se divertir e brincar aqui dentro do quarto mesmo. Foi muito bom", declara.

BENEFÍCIOS

Segundo a psicoterapeuta Daniela Parra, o vínculo criado entre os palhaços e os pacientes desperta sentimentos como amor, esperança e alegria, mesmo em situações difíceis, como estar em um hospital. "É de extrema importância se manter esse vínculo, que nos ajuda no processo de cura afetiva e muitas vezes física", diz.

A médica oncopediatra Larissa Polis Moreira comenta que esse contato é necessário agora que as crianças, já afastadas dos familiares durante o tratamento, estão ainda mais isoladas por conta da pandemia. "É um momento de descontração, muito necessário neste período de quarentena. Podemos observar até reflexos no tratamento, como menos queixas de efeitos colaterais", revela.

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