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Efeitos da Covid-19: quem é competente para gerenciar crises?

Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 2 min

Nas últimas eleições, tanto as municipais como as estaduais e federais, ninguém poderia imaginar que em pleno Século XXI teríamos que conviver com o isolamento social, com parte das atividades produtivas paralisadas, decorrente de um vírus, no caso a Covid-19. Uma parte da população votou para prefeito, vereador, deputado, senador, governador e até para presidente levando em conta sua plataforma de trabalhado; outra parte votou por questões ideológicas e outra parte por simpatia, interesse pessoal e até empatia.

Isso posto, introduzo um novo ingrediente a ser considerado na decisão de em quem cada um de nós votará nas próximas eleições, no caso eleição de prefeito e vereador: quem você gostaria que comandasse o dinheiro da cidade, comandasse equipes e elaborasse leis em momentos graves como as vividas agora?

É evidente que não estou querendo dizer que iremos passar por novo momento como este, na verdade espero que não, mas chama a atenção do despreparo de parte daqueles que deveriam nos representar. Há raras exceções.

Alguns acuados, jogam para torcida. Outros alarmistas, veem somente um lado do problema. Outros são incapazes de comunicar de maneira eficaz. Outros demonstram total falta de habilidade em ser líder, coordenar equipes e tirar o que de melhor cada pessoa ou setor da sociedade pode oferecer. Isso tudo sem falar dos omissos, os que simples desapareceram da cena política. No meio disso tudo, ainda temos que conviver com vaidades e com o jogo político. Muito tem sido escrito e falado que passada esta crise sairemos mais fortes, com o que eu concordo. Mas desejo do fundo de minha alma que saiamos também com o senso crítico aguçado, sendo capaz de separar os oportunistas, os fracos em gestão, daqueles que verdadeiramente possuem e praticam o senso coletivo.

Entre tantos aprendizados que esta crise nos trouxe nos trará que fique mais esta: analise a capacidade que os candidatos a prefeito e a vereador têm em lidar com crises, fazer boas escolhas, maximizar o uso do dinheiro público, mitigar riscos, ouvir a população e ainda liderar equipe. Caso não encontre todos os atributos nos futuros candidatos, que ao menos seja alguém que saiba fazer a leitura adequada da realidade da cidade, e proteja os seus, e não se renda aos interesses políticos.

E aí? Está disposto a ter um novo olhar sobre os candidatos a cargos eletivos daqui para frente?

 

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