Economia & Negócios

Com Pró-Brasil, governo põe em xeque a agenda liberal de Guedes

FolhaPress
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Brasília - O governo de Jair Bolsonaro anunciou, nesta quarta-feira (22), o programa Pró-Brasil, um conjunto de medidas que têm como pivô a retomada do investimento público para a geração de emprego. O plano foi rejeitado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que imprimiu ao governo até o momento uma agenda liberal, centrada em ações de mercado e com mais investimento privado na economia.

O anúncio foi feito pelo ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, que comandará o programa a pedido de Bolsonaro. Nenhum integrante da equipe econômica participou do evento que, dentre os ministérios envolvidos, só contou com o ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura). Também devem apresentar propostas os ministérios de Minas e Energia e o de Desenvolvimento Regional.

De acordo com Tarcísio, a ideia inicial é investir cerca de R$ 30 bilhões do próprio Orçamento do ministério com cerca de 70 obras paralisadas ou em estágio inicial ao longo de três anos.

O ministro disse que o programa de concessões e privatizações seguirá adiante mas, neste caso, o resultado em relação à geração de emprego demora mais. Com as obras públicas, o efeito seria praticamente imediato e poderia garantir, no período considerado, algo entre 500 mil e 1 milhão de contratações.

Durante as discussões ao longo das duas últimas semanas, a ala militar do governo, da qual o próprio Tarcísio faz parte, chamou o programa de "Plano Marshall", em uma referência aos investimentos feitos pelos EUA na reconstrução de países aliados logo após a Segunda Guerra Mundial.

No início da reunião interministerial ocorrida na manhã desta quarta no Palácio do Planalto, o ministro da Casa Civil, general Braga Netto, apresentou uma série de planilhas sobre as perspectivas e previsões para a pandemia do coronavírus.

Segundo o relato de presentes, o Palácio do Planalto avalia que seus efeitos se estenderão, pelo menos, até o segundo semestre do ano que vem.

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