Esportes

'Muito feliz'

Luis Felipe Carrion
| Tempo de leitura: 2 min

Renato Carbonari voltou para casa. Defendendo o Sendi/Bauru, o pivô terminou nessa temporada a terceira passagem pelo basquete bauruense contando épocas em que o time teve vários nomes em virtude de diferentes patrocínios. Com 32 anos e 2,04m de altura, ele já foi campeão paulista em 2015, quando defendia o São José, e vice-campeão do NBB, na temporada 2016/17, pelo Paulistano, perdendo a final justamente para Bauru.

O interesse do bauruense Carbonari pelo basquete começou na infância e contou com uma ajudinha do pai, que não apreciava seu gosto pelo skate e lhe apresentou a modalidade. Foi então que ele ingressou na base do Tilibra/Copimax e começou a jogar. Entretanto, saiu ainda juvenil de Bauru e teve sua primeira experiência como adulto em Uberlândia. Durante a trajetória, Carbonari passou por times importantes do basquete paulista, como Paulistano e São José, mas também voltou a Bauru outras duas vezes: entre 2004 e 2005, na época do Plasútil/Sukest, e em 2008, quando o time era o GRSA/Bauru, após voltar de uma lesão.

"Na época do Plasútil/Sukest não era nem NBB ainda. Era um campeonato (Nacional, organizado pela Confederação Brasileira de Basquete) que você fazia dois jogos seguidos. Por exemplo, se você ia jogar contra Araraquara, jogava hoje à noite e amanhã cedo de novo contra eles. Depois, quando eu voltei, já era o NBB e jogávamos na Luso. Era muito legal. Um time muito bom. Jogadores divertidos. Um dos melhores times que passei", relembra.

CAMPEÃO PAULISTA E

VICE CONTRA BAURU

Em sua carreira, Carbonari conquistou o Campeonato Paulista de Basquete, em 2015, quando era jogador do São José, em final contra o Mogi das Cruzes. Além dessa conquista, outro momento marcante em sua carreira foi na decisão do NBB de 2016/17. Defendendo o Paulistano, o pivô enfrentou o então Gocil/Bauru no playoff final, em confronto que terminou com virada bauruense por 3 a 2 após um placar de 92 a 73 no quinto jogo, disputado no Ginásio Gigantão, em Araraquara.

"Eu sempre me senti à vontade na quadra daqui de Bauru. Aprendi a jogar e tem sempre aquele negócio da viúva, por ser da casa. Chegamos nessa final e eu estava empolgado. A gente tinha um time bom. Tínhamos chances reais de sermos campeões e tomamos a virada. Foi muito difícil a derrota e a perda do título porque era a segunda vez que estava em uma final de NBB (disputou a decisão também na temporada 2013/14 pelo Paulistano diante do Flamengo). Tinha chance de realizar meu sonho mas, infelizmente, não consegui", lamenta.

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