Entrelinhas

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Dilemas da quarentena 1

Clodoaldo Gazzetta revelou ontem, à coluna, sua contrariedade quanto à forma como algumas informações são propagadas a fim, segundo ele, de gerar interpretações distorcidas por determinados segmentos. Referia-se, mais especificamente, ao ramo de comércio e serviços, o maior da economia municipal. "Estamos, e sempre estivemos, do lado dos comerciantes de Bauru, até porque o que seria da cidade sem eles?!", disse o prefeito, em tom de desabafo. Ele avalia que, por vezes, tentam jogá-lo contra o comércio por estar apenas cumprindo as leis da quarentena.

Dilemas da quarentena 2

Se a interpretação do prefeito sobre essa propagação maldosa de informações sobre as regras do isolamento social são precisas ou não é difícil cravar. Mas o fato é que a semana que termina consolidou uma situação que é gerada a partir da Organização Mundial da Saúde (OMS), passa pelo Ministério da Saúde, desce até o governo do Estado e chega aos municípios, de forma linear. As dúvidas e reivindicações contrárias à quarentena não tiveram guarida no Ministério Público e no Judiciário.

Dilemas da quarentena 3

Pelo sim pelo não, como já dissemos aqui, é um problema da maior complexidade, pois tanto autoridades quanto comerciantes e prestadores de serviço têm todos os motivos do mundo para defender seus pontos de vista. Faltam duas semanas para o provável abrandamento gradual das leis que restringem a abertura das lojas. Há muitas informações sobre quebras e demissões na economia. É uma espera angustiante e danosa, mas ainda não há um remédio eficaz e cabal, literalmente, nem para este nem para aquele mal...

Dilemas da quarentena 4

Nas próximas duas semanas, o Estado brasileiro (União, governos estaduais e municipais) precisa se mostrar eficaz como nunca. E os governantes teriam de esquecer a próxima eleição e as delícias do poder e se entregar de corpo e alma na busca de soluções mitigatórias para empresários e trabalhadores. É hora de grandeza. Quem não a tiver, será apeado do poder na primeira oportunidade que o povo encontrar. E aqueles que não honrarem os cargos que lhes foram emprestados entrarão para a lata de lixo da história.

Cotado para Ministério

André Luiz de Mendonça, bauruense formado na ITE, ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), até o fechamento desta edição era um dos cotados para substituir Sérgio Moro no Ministério da Justiça. Ele esteve presente ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro.

Nova sessão virtual

A Câmara de Bauru terá nova sessão virtual amanhã. Na Pauta, Projeto de Lei para uso de Fundos Municipais no combate à Covid-19, com ajustes solicitados por vereadores e Moção de Apelo para tomada imediata de providências por abertura de leitos municipais de UTI.

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