Geral

Viadutos: inspeção vai ser contratada

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A Prefeitura de Bauru terá que contratar empresa especializada para inspeção técnica de viadutos considerados problemáticos e que podem gerar riscos futuros. A medida atende pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que aponta em inquérito civil necessidade de análise mais aprofundada de patologias identificadas em ao menos três viadutos de Bauru: o João Simonetti (que já teve uma alça interditada), o Juscelino Kubitschek (próximo ao Fórum) e o Antônio Eufrásio de Toledo (no prolongamento da av. Duque de Caxias sentido à Vila Falcão).

Até hoje, os locais receberam apenas análises oculares e o MP quer aprofundar a situação de cada um, já que na inspeção preliminar da prefeitura os três apresentaram pontuções que indicam riscos.

"Mas não há perigo de desabamento ou risco de interdição em nenhum deles. Só que a manutenção da forma como tem sido feita, sem análise de patologias, pode aumentar riscos de interdições no futuro", cita o promotor de Urbanismo Henrique Varonez, autor inquéritos civis que apuram as condições dos dispositivos na cidade. "O risco que existia de fato era da alça de acesso do viaduto João Simonetti, que já foi interditada", completa.

Ocorre que nunca em sua história a cidade contou com serviço especializado de vistoria de seus viadutos, apenas analises oculares. O que provocou o órgão a cobrar mais atenção da prefeitura, especialmente a partir de maio de 2019, quando um viaduto na Capital desabou.

Em junho do mesmo ano, o município capacitou dois servidores para a inspeção ocular. A expectativa era de que 12 dispositivos fossem visitados até o fim do 1.º semestre deste ano, mas apenas cinco relatórios foram enviados pelos servidores ao MP. Além dos três dispositivos citados no início desta reportagem, que necessitam de vistoria especializada, mais dois foram avaliados preliminarmente pela prefeitura, mas não precisarão de inspeção especial,por enquanto.

MANUTENÇÃO E CUIDADO

Um deles é o viaduto 23 de Maio (da av. Duque de Caxias sobre a av. Nações Unidas), que não apresentou problemas estruturais na vistoria visual, mas possui aspectos sociais de uso que podem, por exemplo, gerar um incêndio provocado por frequentadores do local.

E o quinto analisado foi a ponte Ayrton Senna (ligação entre o Jardim Chapadão e Distrito Industrial I), que também não depende de vistoria especial, mas, assim como o viaduto 23 de Maio, depende de mais cuidado na manutenção para evitar problemas estruturais futuros.

"Como nunca houve um trabalho especializado, esses locais já receberam intervenções que os prejudicaram. Tem recapeamento que tampou vãos de escoamento, o que gera acumulo de água de chuva. Este é o caso do viaduto 23 de Maio, por exemplo", exemplifica o promotor.

Comentários

Comentários