Educação a distância, atividades on line, ensino remoto emergencial, lives, professores com vídeo aulas no Youtube.
O que estamos vivendo é a reinvenção da educação escolar em tempos de pandemia mundial. Uma situação inesperada que evidenciou as desigualdades em diversas áreas: econômica, social e principalmente educacional.
As escolas particulares estão de diversas formas tentando organizar uma proposta pedagógica de aulas remotas: vídeos, explicações, atividades, sem alteração curricular, mas adaptando as práticas pedagógicas e os materiais didáticos, para isso contando com as famílias como grandes aliadas para a execução das atividades em casa, preservando a manutenção da rotina escolar de uma maneira diferenciada.
E, a escola pública vive outro cenário: calendário suspenso, alunos sem atividades por não ter acesso à internet, professores sem formação e recursos materiais para atuar diante da situação inesperada que vivenciamos.
Sem uma coordenação nacional que apresente diretrizes condizentes e coerentes para organização das atividades escolares, a escola pública de educação básica está ficando no vazio.
Como pesquisadora da educação básica isso exacerba uma situação triste e preocupante: o fosso entre o ensino público e particular, em específico na educação básica.
Almejo que ações planejadas e assertivas sejam elaboradas em breve para que a escola pública se fortaleça e possa encontrar possibilidades de atuação diante da atual situação de modo a garantir os direitos legais das crianças em idade escolar.