É possível se extrair dos recentes acontecimentos políticos uma lição: não se vota em um candidato por estimação, vingança ou exclusão. A observação se torna pertinente, uma vez que estamos próximos às eleições municipais.
O eleitor, ao escolher o candidato que se destina a ocupar cargo no Executivo (prefeito, governador e presidente), deverá estar atento ao currículo pessoal e profissional do candidato. Quanto ao currículo pessoal: qual o comprometimento do candidato até então com a sociedade (se tem participação ativa em projetos sociais, se promove a redução de desigualdades sociais etc). Quanto ao currículo profissional: o candidato é bem-sucedido em sua atual ocupação? A formação acadêmica do candidato é adequada para a Administração Pública?
São questões básicas, podendo ser complementadas, mas que tem a intenção de auxiliar o eleitor a não votar no candidato por estimação, vingança ou exclusão.
Paralelo à análise do currículo pessoal e profissional do candidato, proponho um desafio aos eleitores e aos eventuais candidatos às eleições municipais: aos eleitores, que observem o plano de governo; aos candidatos, que inovem ao elaborar o plano de governo, principalmente com propostas objetivas, suscetíveis de cumprimento no período do mandato.
Estou ciente que parte dos leitores pode argumentar: é complicado, difícil! E quem disse que exercer a cidadania seria fácil? O exercício da cidadania é a evolução do aprendizado para a democracia, pois é errando (votando) que se aprende a valorizar a democracia.