Regional

Bocaina: Alvorada terá 'moto de som'

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Bocaina - Neste ano, a Alvorada de Bocaina (69 quilômetros de Bauru), que ocorre há mais de cem anos, todo dia 1 de maio, sob o comando da Banda Carlos Gomes, como forma de homenagear os trabalhadores, teve de ser repensada em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e da necessidade de manter o distanciamento social. Para que a tradição seja preservada, a prefeitura providenciou uma "moto de som", que irá tocar canções da banda pelas ruas da cidade.

Todos os anos, além de desfilar pelos bairros mostrando um pouco do seu trabalho, os músicos da corporação costumam se reunir com os moradores para bater papo e tomar café de manhã nas casas durante o trajeto, situação que teve de ser alterada diante do avanço da doença e dos decretos de quarentena publicados pelo estado e pelos municípios.

"Já havíamos nos reunido com o maestro Daniel Moraes em março deste ano e acertado para que acontecesse a Alvorada", informa a assessoria de comunicação da prefeitura em nota. "Daí, uma semana depois, fomos surpreendidos por essa pandemia. Tanto a Banda Marcial quanto a Carlos Gomes estão com suas atividades paradas em observância aos decretos".

Segundo o prefeito Marco Antonio Giro, o Pipoca, para que a data não passe em branco, a moto de som com marchas e canções brasileiras e italianas tocadas pela banda irá percorrer os bairros no início da manhã, por volta das 5h30, horário em que a Alvorada costuma ter início. "Esse ano não vai ter a tradicional Alvorada para a gente não fazer aglomerações nas casas", afirma.

COMO SURGIU

A Alvorada é uma tradição trazida por imigrantes italianos a Bocaina para homenagear o Dia do Trabalho. A origem dela é controversa. Há quem diga que ela surgiu com a fundação de Bocaina, há 128 anos. Outros contam que esse costume teria começado pelo menos três anos antes. O que se sabe de fato é que a Banda Carlos Gomes sempre esteve a frente desse evento.

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