Muita tristeza ao saber do passamento de um homem tão íntegro, educado, sensível e sempre pronto para trocar ideias e ensinar. Aprendi muito com ele nas minhas pequenas ações e nos meus testemunhos. Era um gentleman sempre preparado para ouvir. Por onde atuava brilhava por sua discrição.
Tanto carisma, que o tempo passava depressa perto dele. E lutou muito por um Judiciário célere e mais justo. Pouca gente sabe o desespero dele quando no Distrito de Tibiriçá houve um incêndio que destruiu todos os documentos cartorários. Foi uma lida até acomodar situações e o levantamento dos documentos civis e de notas. Foi uma ação hercúlea para tentar normalizar um desastre inacreditável de vida.
Mauro Daró entrou em campo destemidamente logo no começo de sua brilhante carreira, sendo o juiz mais antigo, apesar de jovem, em Bauru. Começo triste, mas que tinha o motivo: estampar sua sólida presença para toda comunidade. Naquele momento não era um juiz e sim um cidadão buscando justiça, a verdade e resgatando das cinzas a história. Depois, apenas julgador dos mais humildes e elegante no trato com vítimas e com os que procuravam orientações. A tendência desse magistrado era sempre olhar nos olhos e ouvir acreditando, paciente e de poucas palavras, não perdia tempo.
Cumprimento, em nome de Daró, a todo o Poder Judiciário brasileiro.