Geral

Itens para máscaras lotam armarinhos

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

Item recomendado pelas autoridades de Saúde aos que precisam sair às ruas em tempos de coronavírus e obrigatório a partir desta segunda-feira (4) nos circulares em Bauru, nos ônibus intermunicipais e nos estabelecimentos públicos e privados, as máscaras caseiras provocaram uma verdadeira corrida aos armarinhos. A demanda por produtos como elásticos e tecidos registraram um aumento tão considerável que algumas lojas especializadas da cidade estão tendo dificuldades em repor o estoque e já tem cliente improvisando.

Suzi Mari Pavani, de 47 anos, adiantou-se e já vem utilizando as máscaras confeccionadas pela mãe Daucira Pavani para toda a família, amigos e vizinhos da Vila Souto, onde mora.

Como dona Daucira está no grupo de risco, é Suzi quem vai retirar os pedidos nos armarinhos. "Ela tem 67 anos, não sai de jeito algum, mas eu levo os materiais para que ela costure. Eu já a ajudava com essas compras antes, porque ela sempre costurou, mas, agora, estamos sentindo dificuldades por conta da pandemia", diz.

Não sentir previamente o tecido usado para fazer as máscaras solicitadas é um dos desafios, assim como a falta de alguns itens. Mãe e filha tiveram de improvisar. "Outro dia fui comprar elásticos, peguei até fila e não encontrei em nenhum lugar. Além disso, o preço também subiu. No final, consegui um elástico mais grosso que tivemos de cortar para multiplicar. Ele desfia, mas foi o jeito que demos para não ficarmos sem", afirma Suzi.

ACABANDO

Márcia Soubhia, que trabalha no Beco do Armarinho, no Centro da cidade, diz que o aumento na procura de itens como tecidos variados e TNT, elástico e linhas foi notado entre final de março e início de abril. "Na época, nós tínhamos todo o material. Ao longo do tempo, a demanda foi tanta que os produtos foram acabando e fica difícil a reposição, já que muitas fábricas estão paradas. Tivemos um aumento de 70% de venda em tecidos e elásticos", comenta.

Sobretudo esses dois itens, foram os que, segundo ela, mais precisaram de reposição ao longo desse período. "Vemos todos os tipos de público. Desde pessoas que estão tentando uma oportunidade de renda até pessoas que compram em grande quantidade para doações. Nunca havia acabado nosso estoque de elásticos. Nesse tempo, acabou por duas vezes, mas conseguimos repor. Já alguns tecidos lisos, como brancos e pretos, já não temos mais. Mesmo assim, as pessoas estão comprando bastante os estampados", diz Márcia.

'TEM NOS MANTIDO'

Com atendimento apenas por aplicativo de mensagens, Márcia explica que todo o material é fotografado e enviado ao cliente antes de ser encaminhado por delivery ou retirado no balcão. Já no Rei dos armarinhos, também na região Central, os pedidos são todos realizados por telefone e as entregas todas retiradas no endereço da loja. "A demanda de tecido tricoline e elástico tem sido muito boa. É o que tem nos mantido. Infelizmente, estamos com dificuldades para repor os estoques, porque o Brasil inteiro está precisando. Mas até acabar minha primeira leva de elásticos, estava saindo coisa de 600 metros por dia", comemora o proprietário Vagner Roberto Castreguine.

Comentários

Comentários