Internacional

Otan manda recado para Rússia com missão no mar de Barents

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Pela primeira vez desde os anos 1980, navios de guerra da Otan (aliança militar ocidental) entraram nesta segunda (4) em patrulha no mar de Barents, parte do oceano glacial ártico que é considerada "quintal" por Moscou.

A crise do coronavírus levou a uma série de demonstrações de capacidade de mobilização militar por parte dos adversários dos EUA. Chineses fizeram manobras com um de seus porta-aviões, norte-coreanos testaram mísseis e ataques aéreos, iranianos colocaram um satélite em órbita e russos fizeram todo tipo de exercício militar.

Além disso, a infecção atingiu os dois porta-aviões americanos ora deslocados para o Pacífico Ocidental, área de contenda entre EUA e China, num episódio que derrubou o comandante da Marinha americana. Após algumas manobras em águas que os chineses consideram suas na semana passada, além de adiantar o cronograma de compra de novas fragatas, agora foi a vez de mandar um recado para os russos.

Segundo a 6ª Frota americana informou, os navios promovem um esforço de "asseverar liberdade de navegação e demonstrar a integração perfeita entre aliados". Participam da missão os destróieres USS Roosevelt, USS Donald Cook e USS Porter, o navio de apoio USNS Supply e uma fragrata britânica, a HMS Kent. Os navios estavam em um exercício de guerra anti-submarino no mar da Noruega, vizinho do de Barents.

A comandante da 6ª Frota, vice-almirante Lisa Franchetti, disse que os russos foram notificados da missão para evitar atritos ou escalada militar não intencionais. Também é calculada a ausência de navios da Noruega, outro membro da Otan, segundo uma reportagem do jornal The Barents Observer.

Nos últimos anos, russos e noruegueses ampliaram a presença militar no Ártico, mas Oslo tem uma preocupação constante em não fazer gestos bruscos para os vizinhos mais poderosos. Além da disputa geopolítica, ambos os lados exploram o petróleo e o gás da região.

O Ministério da Defesa russo disse à agência Interfax que está monitorando o deslocamento dos navios desde as 7h da segunda (1h em Brasília).

O mar de Barents é o território de operação principal da Frota Setentrional russa, baseada na península de Kola. Os submarinos nucleares que patrulham o Atlântico Norte, centrais para o equilíbrio atômico com os EUA desde a Guerra Fria, têm porto lá.

 

Comentários

Comentários