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Nelson Teich exonera 13 do Ministério da Saúde

Estadão Conteúdo - Site
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Brasília - O ministro da Saúde, Nelson Teich, exonerou 13 servidores da pasta nesta quinta-feira (7). As trocas já estavam previstas desde a saída de Luiz Henrique Mandetta (DEM) do cargo de ministro, em 16 de abril, e algumas mudanças foram feitas a pedido dos servidores.

A nova gestão tem loteado cargos estratégicos com militares e promete também espaços a partidos do Centrão, como PL e PP. Para gestores do SUS, Teich parece "tutelado" pelo Palácio do Planalto e pela ala militar do governo. O ministro nega a tutela. Em reunião na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira, 7, ele afirmou que é "o líder" do ministério.

As mudanças esvaziam áreas estratégicas, como a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), que trata da gestão de postos de saúde, ambulatórios e atendimentos de "saúde da família", e a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), responsável pela elaboração de diretrizes do governo federal sobre a resposta à Covid-19, incluindo medidas de isolamento social.

As demissões foram pedidas pelos próprios servidores. Wanderson Oliveira, secretário Nacional de Vigilância em Saúde, ambém chegou a pedir para sair do governo nos últimos dias da gestão Mandetta, mas segue no órgão por solicitação de Teich.

A composição da equipe de Teich reflete acordos do governo Bolsonaro para costurar apoio tanto da ala militar como de partidos do "Centrão" no Congresso.

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