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Gazzetta defende estabilidade de curva para iniciar flexibilização

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Na segunda reunião do Conselho Municipalista, por videoconferência, nesta terça-feira (12), Clodoaldo Gazzetta defendeu, entre os critérios para flexibilização regionalizada, que o Estado considere municípios que achataram a curva da Covid-19. Pela regra atual, o governo exige a redução sustentada, no período mínimo de 14 dias, de novos casos. Esta situação dificultaria a reabertura até mesmo em cidades que, assim como Bauru, vivem estabilidade de confirmações diárias.

Em 11 de abril, o município tinha 13 confirmações da doença, entre elas um óbito. Pouco mais de um mês depois, os registros saltaram para 177, com dez óbitos. Apesar de parecer alto, o número é inferior às projeções epidemiológicas, que já previam mais de 500 casos, se o isolamento não fosse respeitado.

"O que estamos tentando dizer ao Estado é que, para algumas cidades e a Capital, esse indicador do decréscimo pode ser importante, mas não para o Interior. Nós achatamos bem a curva com o isolamento e não conseguiremos ter um decréscimo agora, porque já estamos bem abaixo do que era esperado. Pela Fiocruz, era para estarmos confirmando 44 casos por dia, não 8 ou 9. Temos um aumento sim, mas estável", pontua Gazzetta.

Outro critério exigido pelo Estado para a flexibilização é a manutenção da taxa de ocupação dos leitos de UTI em patamar inferior a 60%, o que o prefeito considerou mais fácil resolver. A informação foi antecipada pelo JC nesta terça (12).

"Somos heterogêneos, Bauru e a região Noroeste do Estado são mais fortes em comércio e serviços. Já a região metropolitana, em indústria. Então, lá, na Capital, eles têm menos pressão do que a gente aqui. Por isso, é preciso pensar de formas diferentes", reforça Gazzetta.

FORMALIZAR

De acordo com o chefe do Executivo, outras cidades, como Santos e Campinas, também citaram, na reunião virtual, seus próprios planos de reabertura. Gazzetta apresentou ao Estado o "Pacto por Bauru" na última segunda-feira (11) e aguarda reunião, nesta quarta (13), com vereadores, empresários e imprensa bauruense, para formalizar ao governo estadual um relatório com a proposta.

"Antecipei hoje (ontem), por WhatsApp, algumas explicações e a fórmula do pacto ao Dimas Covas [coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus no Estado], mas ainda irei formalizar. Espero ter uma resposta na semana que vem", cita Gazzetta, acrescentando que a próxima reunião do Conselho Municipalista deve contar com a presença do governador João Doria, na próxima segunda (18).

No encontro de ontem, que contou com quase todos os secretários de Estado, os 16 prefeitos que compõem o conselho foram informados sobre o Plano São Paulo, que depende da apresentação de planos regionais, como o de Bauru.

O secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, contudo, ressaltou que o 'Dia D' (início da abertura) será possível apenas "quando a região apresentar 14 dias consecutivos de declínio de casos e taxa de ocupação de leitos inferior a 60%".

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