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Abertura do comércio em Bauru: solução desejada e esperada!

Heraldo Garcia Vitta e Rodrigo Garms
| Tempo de leitura: 2 min

Em época de pandemias, os governos estaduais e municipais têm tomado medidas um tanto quanto alvissareiras: comércio fechado, empresas paralisadas, profissionais liberais à deriva; isolamento e quarenta têm ditado as regras em quase todo o território nacional.

Pretendem que os hospitais não fiquem lotados, com pessoas infectadas com o coronavírus, havendo, assim, interesse público na mantença dessa situação. Numa palavra: fiquem todos em casa, porque não há estrutura suficiente para atender à população.

No entanto, tradicionalmente, sucessivos governos não investem na saúde pública; isso não é novidade, num país carente de recursos, de educação e de seriedade política. Agora, a população paga o preço, porque todos devem isolar-se em seus aposentos, enquanto a conta chega para ser paga, o emprego some e a comida desaparece das prateleiras.

Os empresários, do mesmo modo, amarguram o sofrimento da inação; aguardam o resultado do balancete do final do mês, para verem o prejuízo fatal em suas contas.

Veremos, não restam dúvidas, recrudescimento significativo do desemprego e da criminalidade; desfazimento do tecido social e da estrutura econômica, proporcionando longo período de recessão para o desespero de empresários e empregados. Os governos, certamente, deixarão de arrecadar, o que poderá levar a outro colapso, agora na prestação de serviços públicos (como hospitais, ironia), numa sequência deletéria a toda a sociedade. Aumento da pobreza, menor arrecadação de impostos, serviços públicos precários...a quem interessa essa situação?

Como todos estão prejudicados com essas medidas, os governos passaram a incentivar as atividades econômicas, com prorrogações de impostos (o que é pouco, pois o pagamento deverá ocorrer adiante), ou mediante pequenas ajudas diretas aos empresários, empregados e população em geral.

Na medida em que o fomento governamental não tem produzido os resultados pretendidos, por conta da miséria que assola a todos, a solução, neste momento, sem prejuízo da conscientização da sociedade e da fiscalização dos Poderes Públicos, é a autorização gradual, rápida e eficaz para as empresas e o comércio abrirem as portas; esse é o caminho desejado e esperado; não podemos aguardar, indefinidamente, a derrocada econômica e social de Bauru e região!

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