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Coronavírus: 54,2 mil casos no Estado

FolhaPress
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São Paulo - O Estado de São Paulo passa por um momento crítico da pandemia de Covid-19, segundo avaliação do diretor do Instituto Butantan e coordenador interino do Centro de Contingência de Coronavírus, Dimas Covas. Nesta quinta (14) o Estado chegou a 54.286 casos - 3.189 a mais que o dia anterior -, alta de 6,24% em 24 horas. Em relação às mortes, houve 197 novos casos no mesmo período, passando de 4.118 para 4.315 óbitos - alta de 4,78%.

"Os números refletem o que aconteceu há duas, três semanas atrás. O índice de isolamento social daquela época era maior do que o observado nos últimos 15, 20 dias. O índice de isolamento é uma medida indireta da taxa de contágio, ou seja, quanto mais elevado, menor a taxa de contágio; quanto menor, maior a taxa de contágio. Como caíram os números de isolamento, a taxa de contágio nesse período aumentou e transmitiu-se mais a infecção. Isso vai começar a se refletir 15 dias depois, quando estaremos observando o efeito dessa redução na taxa de isolamento", explica Covas.

A piora dos indicadores, como números de casos, mortes e leitos, é uma consequência das baixas taxas de isolamento social. Nesta quarta-feira, o índice ficou em 48% na Grande SP e 47% no Estado. "É importante que as pessoas entendam que existe relação indireta do aumento da taxa de mobilidade com a transmissão do vírus. Se eu fico em casa, diminuo a circulação do vírus e a taxa de transmissão."

A taxa de ocupação dos leitos de UTI está em 69% no Estado e 85,5% na Grande São Paulo - cerca de 10 mil pacientes confirmados ou com suspeita da doença estão internados nas UTIs e enfermarias. Até a metade de junho, serão implantados mais 154 leitos de UTI no Estado. 

Segundo o coordenador da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Paulo Menezes, a doença provoca a morte de 8% dos infectados, segundo dados desta quinta-feira. Ele ressalta que os óbitos não ocorreram por falta de leitos de UTI.

"Cada dia que passa entendemos que o vírus é mais agressivo do que parecia no início da pandemia. A gente precisa também entender que o isolamento social não é só em função de dar tempo de ter leitos com respiradores, mas é a única coisa que podemos fazer para evitar que as pessoas peguem o vírus", afirma.

De acordo com o diretor do Instituto Emílio Ribas, Luiz Carlos Pereira Júnior, a taxa de mortalidade em UTI é de 20%, em média. Segundo Júnior, a cada 5 pacientes que vão para a UTI, 1 não volta para casa.

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