Nacional

Teich: 'Vida é feita de escolhas, eu escolhi sair'

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Após pedir demissão do cargo, o agora ex-ministro da Saúde Nelson Teich não explicou o motivo de sua saída nesta sexta (15). "A vida é feita de escolhas, e hoje escolhi sair. Dei o melhor de mim nos dias em que estive aqui nesse período", afirmou. Mesmo questionado por jornalistas sobre o motivo da decisão, Teich evitou comentar.

Teich disse que havia aceitado ser ministro da Saúde porque "queria ajudar o Brasil e as pessoas". "Não aceitei o convite pelo cargo." Ele fez apenas uma declaração e não respondeu a perguntas de jornalistas. O pronunciamento durou seis minutos. Teich agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro por "fazer parte" do Ministério da Saúde. "Seria muito ruim na minha carreira não ter tido a oportunidade de atuar no ministério, pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Sempre estudei em escola pública, minha faculdade foi pública, fui criado pelo sistema público."

CLOROQUINA

Desde a semana passada, Bolsonaro já afirmava a amigos e aliados que Teich demonstrava sinais de incômodo e insatisfação à frente do Ministério da Saúde. O presidente acreditava, no entanto, que se tratava de uma reação normal para quem havia assumido há menos de um mês um novo cargo e que não havia chance de ele deixar o posto.

Por isso, o pedido de demissão feito nesta sexta por Teich pegou Bolsonaro de surpresa e o deixou atordoado. Com a mudança inesperada, o presidente ainda não tem um nome definido para o comando da pasta. O secretário executivo, o número 2 de Teich, general Eduardo Pazuello, assumiu o cargo interinamente.

No dia anterior ao pedido de demissão, Bolsonaro e Teich haviam se reunido no Palácio do Planalto. O presidente saiu da reunião com a expectativa de que haveria mudança no protocolo para autorizar a utilização da cloroquina no início do tratamento para o novo coronavírus. E ele esperava que Teich concordasse com a mudança em novo encontro marcado para esta sexta-feira.

O ministro, no entanto, quebrou rapidamente a expectativa de Bolsonaro. Logo no início da reunião, Teich já disse, de acordo com relatos, que a mudança não era correta e não tinha amparo científico. Antes mesmo de Bolsonaro argumentar, Teich afirmou que pretendia deixar o cargo. Como resposta, o presidente lamentou e disse que buscará um nome para substituí-lo que seja afinado ao seu discurso.

Comentários

Comentários