Internacional

Europa vê mortes e diversos casos de síndrome ligada à Covid em crianças

Reuters
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Genebra - Uma nova síndrome inflamatória potencialmente fatal associada à Covid-19 afetou 230 crianças na Europa e matou duas neste ano, disse um organismo de saúde regional nesta sexta (15). Médicos de todo o mundo foram orientados a ficar em alerta. Sediado na Suíça, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) disse em uma avaliação de risco que duas crianças sucumbiram à moléstia, uma no Reino Unido e uma na França.

Até agora, o novo coronavírus vitimou especialmente os idosos e as pessoas com problemas de saúde crônicos, mas relatos sobre a síndrome em crianças provocou o temor de que ela represente um risco maior do que se imaginava aos jovens. Em um briefing em Genebra, a Organização Mundial da Saúde (OMS) exortou os clínicos a ficarem em alerta para a síndrome rara, mas alertou que os laços com a Covid-19 ainda não estão claros.

A doença, conhecida como síndrome multissistêmica inflamatória pediátrica (Pims), compartilha sintomas com o choque tóxico e a síndrome de Kawasaki, como febre, irritação cutânea, glândulas inchadas e, em casos graves, miocardite. "Peço aos clínicos do mundo que trabalhem com suas autoridades nacionais e com a OMS para ficarem em alerta e entenderem melhor esta síndrome em crianças", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A OMS deve emitir uma definição da síndrome, que disse ter se tornado mais frequente durante a pandemia atual, mas também ter aparecido em crianças que não foram diagnosticadas com Covid-19. "Por enquanto, sabemos muito pouco sobre esta síndrome inflamatória", disse Maria Van Kerkhove, epidemiologista da OMS.

Na França, médicos disseram que um menino de 9 anos morreu uma semana atrás em Marselha, depois de desenvolver síndrome semelhante à de Kawasaki e de ter contato com o coronavírus, mas sem apresentar seus sintomas. O ECDC, agência da União Europeia, acrescentou que concordou em incluir a síndrome como uma possível complicação da Covid-19 a ser relatada para uma vigilância em toda a Europa.

O CDC dos Estados Unidos emitiu na quinta-feira (14) diretrizes aos médicos sobre como reconhecer e relatar casos da síndrome, seguindo os relatos de casos na Europa e mais de 100 no Estado de Nova York.

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