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'Desafio da farinha' oferece riscos para a saúde


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Quem é usuário assíduo das redes sociais provavelmente já deve ter visualizado o 'Desafio da farinha', que viralizou agora na quarentena, com adesão de anônimos e famosos. A brincadeira consiste em um quiz em que o desafiado responde a perguntas de probabilidades mergulhando a cabeça de amigo ou familiar em prato ou travesseiro cheio de farinha de trigo. A intenção é apontar entre os participantes qual é o mais provável, ou tem posturas mais parecidas, com a situação apresentada pelo desafiador. Mas, na brincadeira em que a pessoa fica com o rosto branco de farinha, aparentemente inofensiva e até mesmo engraçada, está uma série de riscos à saúde, alertam especialistas.

"A farinha pode atingir os olhos, pode ser inalada ou aspirada pela boca ou nariz. Nos olhos, pode provocar conjuntivite química devido à irritação que o produto tem potencial de causar porque é um corpo estranho ao organismo. Já na via aérea, a farinha pode provocar rinite e faringite, principalmente em pacientes que já têm tendência a alergias", alerta o médico Maurício Cavalcante, clínico geral e pediatra do Sistema Hapvida, do qual o Grupo São Francisco faz parte.

MAIS GRAVES

Porém, há riscos ainda mais graves, porque a farinha é formada por partículas muito finas. Ao ter o rosto pressionado sobre uma superfície com farinha, as partículas podem atingir a parte mais profunda do aparelho respiratório, ocasionando crise de tosse. Ao tossir, a pessoa vai inalar uma quantidade maior de farinha, podendo sofrer, consequentemente, insuficiência respiratória.

Então, ao aspirar mais farinha, o indivíduo poderá ter falta de ar. Cavalcante ressalta que, se a farinha atingir os brônquios e alvéolos, a pessoa pode desenvolver um quadro de pneumonia química.

"Justamente por isso é uma brincadeira que deve ser evitada, para não se expor a esses riscos", completa o médico, considerando que o sistema de saúde, neste momento, está concentrado a atender pacientes de Covid-19, doença que, na sua forma grave, causa pneumonia e leva o indivíduo a depender de respirador. Por isso, mais do que nunca, a orientação dos profissionais da saúde é manter-se saudável e evitar doenças e acidentes.

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