Cerca de 60 funcionários da Havan fizeram um protesto na Praça das Cerejeiras, nesta segunda-feira (18), para reivindicar a abertura do estabelecimento em Bauru. Manifestantes argumentam que outras cidades já liberaram o funcionamento da loja, sendo reconhecida como serviço essencial. O prefeito Clodoaldo Gazzetta recebeu uma comissão de colaboradores após o ato.
"Tentamos contato com o prefeito outras três vezes para pedir abertura da loja, mas nunca conseguimos falar com ele. Então, optamos por vir na prefeitura", disse Paulo Fernando da Silva, gerente da Havan há sete anos e líder do movimento. Ele explica que a empresa atende com produtos que são considerados essenciais pelo governo do Estado, como setor de alimentação, mas, ainda assim, a loja não tem permissão para abrir em Bauru.
Segundo Paulo, eram esperados cerca de 15 funcionários no ato, inclusive, com a preocupação de evitar aglomeração. "A manifestação foi realizada em comum acordo, não tendo nenhuma relação com a central da empresa", finaliza.
O estabelecimento, que está sem operar desde o final de março, suspendeu 98% do quadro de funcionários, seguindo o acordo da Medida Provisória 936/2020 estabelecida pelo governo federal. No entanto, o gerente explica que a empresa arcou com 30% do salário dos funcionários suspensos, enquanto os outros 70%, que são parte da verba federal, não foram disponibilizados aos colaboradores. "O fim da suspensão será no dia 31 de maio e não sabemos como vamos arcar com o salários dos 200 funcionários de forma integral", finaliza Paulo.
O prefeito Clodoaldo Gazzetta recebeu uma comissão de cinco funcionários. Ele solicitou um ofício, que seria enviado até o final da tarde, para avaliar a proposta.
Gazzetta mencionou que mantém como ideia de flexibilização o Pacto por Bauru e que, ainda nesta segunda-feira (18), se reuniria, por meio do Comitê Municipalista, para apresentar a nova proposta ao governador.
Em outras regiões do País, como na Bahia, este tipo de manifestação de funcionários da Havan também foi registrada.