Esta terça-feira (19) seria mais um longo dia de trabalho para o entregador Guilherme Fernandes de Oliveira, de 20 anos. Acostumado a pedalar cerca de nove horas por dia e com a demanda crescente dos deliverys por conta da pandemia, ele estaria fazendo suas entregas por um aplicativo de restaurantes para garantir o incremento da renda de sua família. Mas essa rotina acabou sendo interrompida, pois a principal ferramenta de trabalho do jovem foi furtada no último domingo (17), no Jardim Redentor, próximo de onde mora. Por sorte, uma rede de solidariedade tem garantido um "fôlego" ao trabalhador.
Por volta das 18h, Guilherme passou por uma farmácia para comprar remédios para a mãe. Na pausa de poucos minutos, ele estacionou a sua bicicleta amarela e preta, aro 26, da marca Hupi Naja, em frente ao estabelecimento. Quando retornou, não a encontrou mais. "Eu tenho cadeado, mas estava sem a chave no dia. Como as pessoas no bairro me conhecem e sabem que uso a bicicleta para trabalhar, nem imaginei que pudessem fazer isso", comenta.
O relato também foi para as redes sociais, onde, em menos de 24 horas, recebeu mais de 4,5 mil compartilhamentos. Com isso, muitas pessoas começaram a mandar mensagens de incentivo e solidariedade. Um grupo com cerca de 60 participantes se mobilizou para fazer doações a fim de que Guilherme retome as entregas. "Eles já depositaram R$ 200,00 na minha conta e mais um pouco na da minha mãe. Com esse imprevisto, eu não consigo completar o valor, mas espero que dê para comprar uma bicicleta nova", conta.
ALTERNATIVA
Guilherme começou a fazer entregas por aplicativos em agosto do ano passado. Foi uma saída que encontrou para ajudar a família depois de um ano desempregado. Por três meses, o jovem utilizou o carro de sua mãe, mas os gastos com combustível não compensavam. "Comprei uma bike que estragou com três meses e que eu ainda estou pagando. Vendi essa bicicleta, há um mês, para comprar a que foi furtada. Era usada e custou R$ 1 mil", conta.
A quarentena veio ajudar o entregador a pedalar mais forte. Com a mãe também desempregada, só sua renda e a do pai compunham a orçamento da casa onde moram. "A demanda aumentou bastante e estava conseguindo um dinheiro a mais", comenta.
Apesar de ainda bastante abalado, Guilherme está grato e feliz pelas iniciativas solidárias. O desejo, agora, é voltar a trabalhar o quanto antes. "Tenho esperança de encontrar a minha bicicleta ou conseguir resolver esse problema para poder voltar a trabalhar e ajudar em casa", finaliza.
Quem tiver interesse em ajudá-lo, pode entrar em contato com Guilherme pelo Facebook no link: http://encurtador.com.br/loptX. Já quem souber algo sobre a bike furtada, pode falar com o jovem ou acionar a polícia, por meio do 190.