Um presidente farmacêutico, receitando remédios para doença que o mundo ainda pesquisa a cura, que não procura sintonia com os estados para combater a pandemia. Um STF politizado dando poderes para cerca de 5.600 prefeitos fazerem as mais diversas e discrepantes políticas de quarentena. Governadores que não dialogam com seus pares e implantam políticas de quarentena sem regras harmônicas, sequer entre suas fronteiras, criam "lockdown", sem a mínima fiscalização do cumprimento.
Prefeitos que nos lembram alcaide da série "o zorro", que aterrorizam povoados, como da cidade Alto Araguaia, que determinou prisão de cidadão que estiver na rua sem máscara, sem as estar distribuindo gratuitamente (material preventivo obrigatório a entrega pelo poder público). Estatísticas de médicos, juristas e políticos que nunca batem com a matemática, como a do infectologista David Uip (coordenador Covid-19 -SP), que disse em, abril p.p., que a estimativa era de São Paulo ter 1% de infectados: 450 mil pessoas e que com este número planejaram a necessidade de leitos.
Hoje estamos com cerca 272 mil e já tocaram todas as sirenes. Onde está o planejamento, os leitos? Não vamos nos esquecer dos protocolos para atendimento. Segundo declaração do novo secretário da Saúde do RJ, hoje o paciente chega ao hospital e se estiver com seu pulmão comprometido até 30% volta para casa (sem tratamento), aguarda piorar e retorna (em regra com 50% de piora).Vai para UTI e com risco morte.
Onde estão os respiradores e os EPIs para os profissionais da saúde? O dinheiro veio e a estrutura não! No RJ já temos o "Coronagate" e isto não vai ser exclusivo do carioca. A Covid 19 é uma tragédia que agrava outra de há muito existente. Político não gosta de investir na saúde e educação (só no palanque). Em 2019, a Fiocruz divulgou estudo que de 2007 a 2017 o Brasil teve reduzido de 6.041 para 5.819 o número de hospitais.
Para cada mil habitantes tínhamos 1,72 leito (nem 2 leitos). Estamos em colapso só pelo Coronavírus? Não, pagamos a pena pela imprevidência, corrupção e irresponsabilidade da politicagem que atormenta o cidadão brasileiro por séculos. Não sou médico, político ou governante, mas minha opinião é que o historiado acima indica mudanças urgentes e imediatas a ocorrer com a união irrestrita de todas esferas de governo na busca de imediata eficácia no combate da pandemia.
Chega de "mimimi" e picuinhas. Todos juntos pela saúde física e mental do brasileiro. Caso eu esteja errado, culpo a minha incongruência ao desespero. "O desespero é uma doença. E um povo desesperado, lesado por dificuldades, pode enlouquecer..."(Chico Xavier)