Política

Barroso assume TSE em meio a ações que miram Jair Bolsonaro

FolhaPress
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Brasília - O ministro Luís Roberto Barroso assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda (25) com a missão de pautar oito ações que podem levar à cassação do presidente Jair Bolsonaro e do vice Hamilton Mourão por crimes eleitorais. Todas as representações apresentadas em 2018 contra o atual chefe do Executivo ainda estão em tramitação na corte, enquanto as cinco ações contra seu principal adversário, Fernando Haddad (PT), já foram arquivadas.

Entre as acusações à chapa vencedora do último pleito estão disparo em massa de fake news financiado por caixa dois, abuso de poder econômico na instalação de outdoors e ataques hackers a adversários, entre outros. Apenas uma já foi julgada improcedente pelos ministros, mas a apresentação de recurso foi aceita e o processo ainda não foi arquivado. Trata-se da representação em que o PT acusa Bolsonaro de ter sido beneficiado pela cobertura televisiva da Rede Record na campanha.

O último despacho do relator, ministro Og Fernandes, foi em dezembro, quando pediu para as partes se manifestarem sobre as informações prestadas pelo WhatsApp, plataforma que teria sido usada no disparo das fake news.

A presença de Barroso, que tem dado decisões duras contra o governo no Supremo Tribunal Federal e é conhecido por ter posições progressistas nos costumes, pôs o Planalto em alerta com as ações em curso no TSE.

E o ministro ainda se somará na corte eleitoral ao colega de Supremo Alexandre de Moraes, que também assume assento no tribunal e está na linha de tiro da disputa entre Executivo e Judiciário após impedir a posse de Alexandre Ramagem na Polícia Federal.

Por outro lado, o governo vê com bons olhos a mudança na corregedoria-geral eleitoral, que é responsável por relatar as ações. Atualmente, está no cargo Og Fernandes, que dará lugar ao também ministro do Superior Tribunal de Justiça Luís Felipe Salomão.

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