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F1 aprova novas regras para ser mais competitiva


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A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) ratificou nesta quarta-feira (27) uma série de medidas que não só visam proteger a Fórmula 1 de dificuldades financeiras causadas pela pandemia do coronavírus como também acabar com o grande problema da categoria nos últimos anos: a falta de competitividade.

Desde o início da era híbrida, em 2014, a Mercedes venceu todos os campeonatos, de pilotos e de construtores. E, ainda que a Red Bull e, principalmente, a Ferrari tenham se aproximado de 2017 para cá, a expectativa é que o time alemão siga na frente quando a temporada de 2020 finalmente começar, dia 5 de julho, com o GP da Áustria.

Outro problema é a diferença entre estas três equipes e o resto do grid. Os carros no meio do pelotão têm sido extremamente competitivos, mas em condições normais eles não têm chance, sequer, de lutar pelo pódio.

Isso é reflexo direto da diferença de nível de investimento entre Red Bull, Ferrari e Mercedes, que gastam mais de 400 milhões de dólares por ano, e times como Haas, Williams, Alfa Romeo e Toro Rosso, que investem cerca de 150 milhões de dólares.

A categoria já tinha mudanças importantes planejadas. Porém, com a pandemia e a queda de receita transformações muito mais profundas foram acertadas entre as equipes e agora foram publicadas oficialmente.

Uma delas diz respeito à grande diferença entre o que os quatro times menores e os três maiores gastam que tem data para acabar. Já em 2021, entrará em vigor um teto de gastos. Cada equipe poderá gastar 145 milhões de dólares em 2021, 140 milhões em 2022 e 135 de 2023 a 2025.

Outra medida importante ratificada pela FIA é que as novas regras para a categoria vão ser adotadas já com o teto orçamentário em vigor. Tem mais: para garantir que os projetos de 2022 sejam feitos no ano que vem, as equipes estão proibidas de usar o túnel de vento, que faz simulações aerodinâmicas digitais, até o início de 2021.

Há ainda uma decisão mais radical tomada pelos times para equilibrar a categoria: limitar o desenvolvimento aerodinâmico das equipes que terminarem o campeonato mais à frente. Além disso, a distribuição do dinheiro na categoria deverá ser mais igualitária. 

No contrato atual, fechado em 2012, Mercedes, Ferrari e Red Bull recebem um quarto do total que é dividido entre as equipes só pela participação (ou seja, tirando a quantia que depende da performance no mundial de construtores).

É isso que faz com que os valores recebidos sejam tão discrepantes: a Ferrari, por exemplo, recebeu 205 milhões de dólares em 2019 e a Toro Rosso, 50 milhões. A tendência com o novo contrato é a diferença será menor.

Outra mudança que ficou acertada pela FIA é a liberdade de mudar a programação dos GPs. É provável, inclusive, que GPs realizados em dois dias, ao invés de três, sejam testados já neste ano.

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