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Davi Alcolumbre pede calma ao presidente

Reuters
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O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), conversou com o presidente Jair Bolsonaro nesta quinta (28) e pediu calma ao chefe do Executivo diante do acirramento do clima político.

O movimento de Alcolumbre, assim como o do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinaliza tentativa de diminuir a temperatura política em Brasília. Mais cedo, Maia disse não acreditar que a instabilidade política chegue a uma "situação extrema" e acrescentou que segue na tentativa permanente de diálogo.

Na avaliação de uma das fontes, parlamentar independente, a atitude pode resultar em banalização dos ataques a instituições democráticas. A avaliação dessa fonte é que os presidentes das duas Casas deveriam ser mais incisivos, avaliação compartilhada por outros parlamentares.

Alcolumbre entrou em campo e partiu para a conversa presidencial no mesmo dia em que, em referência a operação da Polícia Federal na véspera tendo como alvos aliados de Bolsonaro por suposto envolvimento em disseminação de fake news, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da República afirmou que não haverá mais um dia como quarta (27). "Acabou, porra!", disse.

Na quarta-feira, o filho de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sugeriu a iminência de uma "ruptura" e cogitou uma "medida enérgica" do pai.

Em coletiva no meio da tarde Maia afirmou que Alcolumbre estava com Bolsonaro e acrescentou que o senador tem um "bom diálogo" com o presidente.

"É bom dialogar, mas é bom ficar claro que nós vamos continuar reafirmando que a nossa democracia é o valor mais importante do nosso país e que as instituições precisam ser respeitadas, sempre", disse Maia.

Por ocupar a presidência da Câmara, Maia tem a prerrogativa de dar andamento a eventual pedido de impeachment contra o presidente da República.

A Mesa da Casa já registra mais de 30 pedidos nesse sentido, mas o deputado tem adotado tom cauteloso e já chegou a dizer que "esse assunto não deve estar na ordem do dia hoje, não deve estar na pauta de hoje e, se Deus quiser, não deve estar na pauta dos próximos anos".

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