Um grupo de manifestantes pró-democracia, vestidos de pretos e usando máscaras, realizou um ato na tarde deste domingo (31) na Avenida Paulista, em São Paulo. Após embate com um outro grupo, o protesto foi dispersado pela Polícia Militar (PM) e houve confusão.
Os manifestantes ocupavam a faixa sentido Consolação da via, na frente do Masp, e o vão livre do museu. Antes, fizeram uma caminhada, entoando gritos em defesa da democracia. A manifestação chegou à região da Avenida Paulista por volta das 12h.
A organização envolve grupos antifascistas ligados a torcidas organizadas de futebol, de Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos, em conjunto com movimentos sociais.
A maioria dos manifestantes usava máscaras, mas havia alguns sem proteção, em uma aglomeração de pessoas que também contraria orientações de autoridades sanitárias para manter distanciamento social.
CONFUSÃO
No começo da tarde, o ato, que era pacífico, se transformou em confusão. Isso porque os manifestantes do protesto da Avenida Paulista acabaram se encontrando com outro grupo a favor do presidente Jair Bolsonaro. A PM dispersou os presentes com spray de pimenta e bombas de gás.
O secretário-executivo da Polícia Militar de São Paulo, Coronel Álvaro Batista Camilo, afirmou há pouco à Globonews que a dispersão, por parte da tropa, do ato pró-democracia no vão livre do Masp, Avenida Paulista, ocorreu após pedras serem jogadas contra policiais. Ele defendeu que a operação está sendo realizada para evitar confrontos entre esses manifestantes e o grupo pró-governo, que se concentra a poucos metros, em frente à Fiesp.
"(Os manifestantes) Partiram para um radicalismo muito forte, ao confronto com a polícia. Não é o que geralmente acontece", disse o coronel.
Ele ressaltou, contudo, que não é possível saber de que lado vieram as pedras - dos manifestantes antigoverno ou dos favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro. "Vimos animosidades dos dois grupos (pró e antigoverno) na Avenida Paulista", disse. "E o Choque (Batalhão de Choque da PM) está lá exatamente por isso, para evitar que eles se confrontem ainda mais."
Coronel Camilo defendeu ainda que a Polícia Militar de São Paulo não defende "partido nem grupos ideológicos" e que, por orientação inclusive do governador João Doria (PSDB), deve defender a democracia e a liberdade de expressão.