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Menina de 8 anos vira 'ajudante número 1' da mãe na confecção de máscaras

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

É com o olhar lúdico e a criatividade apurada de criança que Manuela Bacanhim Chagas, do alto de seus 8 anos, vem "costurando" esta fase cheia de desafios trazida pelo novo coronavírus. Há pouco tempo, a pequena descobriu que brincar com alguns materiais de costura, junto da mãe, poderia ser "muito legal", como ela mesma define. Já sua mãe descobriu que a fase de dificuldade financeira poderia ser mais leve, tendo a alegria e a companhia da filha por perto.

Sem a dimensão da crise econômica, mas esclarecida sobre os cuidados com a Covid-19, Manuela tem sido a "ajudante número 1" da mãe, Daniele Cristina Sebastião, de 44 anos. "Eu sei que a mamãe faz isso para que as pessoas não fiquem doentes e, agora, todo mundo tem que usar a máscara. Eu também uso", diz a garotinha, que encara as tardes na máquina de costura como uma grande brincadeira. "Eu acho muito divertido ajudar a mamãe com as máscaras. Elas são coloridas, estampadas e eu já estou aprendendo a fazer sozinha. É muito gostoso", completa.

PRESENTES

As peças pensadas por Manuela que, pouco a pouco, vão sendo criadas com mais autonomia, já serviram de incentivo e presente para a família. "Eu já fiz uma máscara para a mamãe, para os meus primos e para a vovó. Eu gosto de fazer e também de desvirar depois que a mamãe costura", acrescenta.

Daniele conta que a pequena sempre se interessou pelos materiais de artesanato, com o que trabalhava anteriormente. Desde que passou a confeccionar as peças, a filha - dispensada das atividades na Legião da Boa Vontade (LBV) - demonstrou vontade de aprender e ajudar. "Ela ficava me vendo fazer e foi aprendendo algumas coisas. Eu não sou costureira, mas tinha duas máquinas em casa, uma delas quebrada. Mandei consertar e 'dei de presente' para ela. Foi uma euforia só quando ela viu que seria dela", comenta.

DIVERSÃO

A mãe da garotinha ainda reforça que ela auxilia quando está disposta e por puro prazer e curiosidade em aprender, sem nenhuma pressão sobre isso.

"Ela vem para a máquina quando está afim e eu fico feliz por contar com ela. Tem tardes que ela prefere fazer outras coisas. Ela está aprendendo a fazer todos os processos e adora quando consegue", conta.

Com ou sem a "ajudante", Daniele tem confeccionado cerca de 30 máscaras ao dia para vender a R$ 5,00 e "remendar o bolso" na manutenção da casa onde mora com a filha, no Mary Dota, após perder seus dois empregos. "Não tenho condições de comprar tecidos para fazer doações, mas é, de alguma forma, uma ajuda. E ainda consigo nos manter neste momento delicado", finaliza.

Quem quiser conhecer as máscaras feitas por Daniele, o telefone dela é o (14) 99764-5524.

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