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Mercado começa 'junho animado'

Estadão Conteúdo
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São Paulo - Após o forte desempenho colhido em maio ( 8,57%), o Ibovespa iniciou bem junho, mês que tem se mostrado positivo na B3. De junho de 2014 para cá, o índice registrou ganhos no mês, à exceção de 2018, quando cedeu 5,20% no intervalo - em 2019, subiu 4,06%. Nesta segunda-feira, 1º, fechou em alta de 1,39%, aos 88.620,10 pontos, tendo oscilado entre mínima de 86.836,57 e máxima de 89.019,37 pontos, mantendo-se assim no maior nível intradia desde 11 de março, quando saiu de 92.202,15 pontos na abertura, e seguindo também no maior nível de fechamento desde 10 de março (92.214,47). O giro financeiro totalizou R$ 24,9 bilhões e, agora, o Ibovespa cede 23,37% no ano.

Os ganhos mais uma vez se mostraram bem distribuídos pelos segmentos na sessão, com destaque para o de bancos, em alta favorecida por declarações da última sexta-feira do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, contra elevação da carga tributária na pandemia.

"O Ibovespa ignorou as manifestações políticas conturbadas do fim de semana e focou na reabertura dos mercados e nos dados positivos da China", observa Cristiane Fensterseifer, analista de ações da Spiti, chamando atenção hoje para o setor de aviação e turismo, "entre os que mais sofreram na crise do novo coronavírus, bem como shoppings centers, que começam lentamente a reabrir algumas operações, e o varejo online".

DÓLAR AGITADO

Profissionais de câmbio relatam que o cenário político conturbado segue pesando, provocando saída de capital estrangeiro do Brasil.

O dólar à vista fechou em alta de 0,93%, a R$ 5,3884. No mercado futuro, o dólar para julho fechou em R$ 5,3750 ( 0,59%).

 

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