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Região de Bauru e de Barretos têm viés de piora no contágio de Covid-19 segundo primeiro balanço do Plano SP


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As regiões de Bauru e Barretos, que estão na fase três de flexibilização da quarentena, apresentaram viés de piora em relação ao avanço de contágio por coronavírus. A informação é do próprio governador João Doria, que anunciou, nesta quarta-feira (3), o primeiro balanço do Plano São Paulo para retomada consciente da economia. Os critérios de saúde analisados são dos últimos sete dias.

Por enquanto, não há alteração nas classificações de quarentena anunciadas na semana passada, embora as duas regiões citadas estejam em situação de alerta. A tendência semanal apresentou melhora nas regiões da Baixada Santista, Taubaté e Registro.

Na próxima quarta (10), o Governo de São Paulo vai divulgar um novo balanço do plano com a possibilidade de reclassificação das regiões para fases mais ou menos restritas de reabertura econômica a partir do dia 15. “Essa realidade será mantida, no mínimo, até o próximo dia 15 de junho na atual quarentena”, reforçou o governador.

Continuam com restrição máxima os municípios da Grande São Paulo – exceto a capital –, Baixada e Registro, enquanto que dez regiões estão na fase 2 (laranja) com flexibilização em nível mais restrito e outras quatro, incluindo Bauru e Barretos, estão na fase 3 (amarela) (entenda as regras do Plano SP em https://www.saopaulo.sp.gov.br/noticias-coronavirus/decreto-do-estado-explica-regras-do-plano-sp/).

“É muito importante desfazer opiniões equivocadas sobre o Plano São Paulo. São Paulo não liberou geral, a retomada da economia será feita de forma gradual, sensível, segura e amparada na ciência. Nenhuma medida aqui será precipitada”, afirmou o governador. “A quarentena nos ajudou, ajuda e continuará a ajudar a fortalecer o sistema de saúde. Em apenas dois meses, abrimos sete hospitais de campanha, aumentamos em 60% o número de leitos totais e dobramos as vagas em UTIs”, acrescentou Doria.

POSSIBILIDADES

Os indicadores de cada Departamento Regional de Saúde (DRS) determinam cinco possíveis fases de reabertura de atividades econômicas não essenciais. Os critérios são: média da taxa de ocupação de leitos de tratamento intensivo para Covid-19; número de leitos UTI Covid-19 por 100 mil habitantes; e taxas de acréscimo ou decréscimo de casos confirmados, internações e mortes pela doença na comparação com a semana anterior.

Os dados compilados entre os dias 26 de maio e 2 de junho apontam melhora em três dos cinco critérios na média estadual. A taxa de ocupação de leitos de UTI caiu de 73,5% para 72,4%, o número de vagas por 100 mil habitantes foi de 11,8 para 13,3 e as internações decresceram três pontos percentuais. Com a ampliação da testagem, houve aumento na índices de casos (61%) e de mortes (23%) por COVID-19.

Houve melhora significativa na capacidade hospitalar das seis sub-regiões da Grande São Paulo. A taxa de ocupação de leitos UTI caiu de 93% para 85,5% na média de vagas oferecidas em 106 hospitais. Houve avanço na implementação de novos leitos, com incremento de 161 vagas na região metropolitana da capital. Em todo o estado, há 4.693 leitos exclusivos para pacientes infectados pelo coronavírus.

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