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Meio Ambiente: responsabilidade de todos!

Rossana Teresa Curioni Mergulhão
| Tempo de leitura: 3 min

O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5 de junho, foi instituído pela Organização das Nações Unidas e tem por objetivo chamar a atenção de todas as pessoas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis.

A data foi escolhida em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, para coincidir com a data de realização dessa conferência, onde iniciou-se uma mudança no modo de ver e tratar as questões ambientais ao redor do mundo, além de serem estabelecidos princípios para orientar a política ambiental em todo o planeta. Apesar do grande avanço que a Conferência representou, não podemos afirmar, no entanto, que todos os problemas foram resolvidos a partir daí.

Na atualidade, existe uma grande preocupação em torno do meio ambiente e dos impactos negativos da ação do homem, ditas ações antrópicas, sobre ele. A destruição constante de habitat e a poluição de grandes áreas, por exemplo, são alguns dos pontos que exercem maior influência na sobrevivência de diversas espécies.

No Brasil, a Constituição Federal de 1988 atenta a essa necessidade, trata do tema, inicialmente, no artigo 5º, LXXIII, e no artigo 225. O Papa Francisco, em 2015, nessa mesma esteira, lança a Carta Encíclica Laudato Si, sobre 'O Cuidado da Casa Comum', cuja mensagem central é uma frase repetida três vezes ao longo de suas mais de 190 páginas - tudo está conectado.

No documento o Papa materializa a preocupação e a conclusão de todos os que prezam e estudam o Meio Ambiente, ou seja, o ser humano não está dissociado da Terra ou da natureza, eles são partes de um mesmo todo. Portanto, destruir a natureza equivale a destruir o homem. Da mesma forma, não é possível falar em proteção ambiental sem que esta envolva também a proteção ao ser humano, em especial os mais pobres e vulneráveis. Citam-se esses dois exemplos, mas muitos outros documentos importantes poderiam ser lembrados aqui, porém, infelizmente, o acentuado crescimento dos problemas ambientais e os visíveis desequilíbrios provocados, os responsáveis por políticas públicas, que têm o dever de atuar de forma macro, ainda resistem e insistem nas velhas práticas.

No Brasil, não faltam situações concretas, diariamente, partindo do próprio Estado, em sentido amplo, atitudes que se afastam do dever legal, decorrente do cargo ou função... Além disso, a população que, de forma desrespeitosa, ignora a Casa Comum, como se não fosse nossa... Assim, como se ocorrer fora da sua casa, o problema não é seu... Muitos pontos merecem ser revistos pelos governantes e pela população para que os impactos sejam diminuídos, sob pena de alterações consideráveis do modo como vivemos, comprometendo, inclusive, nossa sobrevivência.

Apesar de muitos acreditarem que a mudança deve acontecer em escala mundial e que apenas uma pessoa não consegue mudar o mundo, é fundamental que cada um faça a sua parte e que toda a sociedade reivindique o cumprimento das leis ambientais.

Todos devemos assumir uma postura de responsabilidade ambiental, pois só assim conseguiremos mudar o cenário atual!

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