Autorizados a atender ao público com restrições, os bares e restaurantes bauruenses começaram a abrir as portas na segunda-feira (1). No entanto, alguns estabelecimentos decidiram permanecer fechados por questões de segurança ou, até mesmo, viabilidade econômica. No decorrer da última semana, a reportagem ouviu três locais que se encaixam neste perfil, embora existam muitos outros.
Sócia-proprietária do Bar do Português, Ana Mara Mendes está isolada em Bertioga desde o dia 21 de março, quando o município proibiu os estabelecimentos de atenderem ao público.
Inicialmente, ela pensou em retomar as atividades em 1 de junho. Depois, protelou para o dia 8 do mesmo mês. "Nós desistimos. Inclusive, fizemos um pedido de chope para a Ambev, mas lemos as últimas notícias e resolvemos cancelar. Como evitar aglomerações do lado de fora?", questiona.
As medidas tomadas junto ao Bar do Valdir, na última quarta-feira (3), deixaram a comerciante em alerta. Na ocasião, o local foi interditado e o proprietário, multado em R$ 3.201,45, justamente, por conta do excesso de pessoas.
Mara revela a intenção de reabrir a partir de 15 de junho. No entanto, não dá certeza. "Já estamos há mais de 60 dias parados e conseguimos aguardar mais um pouco. Não podemos arriscar a arcar com um prejuízo ainda maior", justifica.
Proprietário do Voodoo Lounge Pub, David Calleja informa que o seu bar fechou alguns dias antes do início da quarentena, em 20 de março. "Eu não quis colocar os meus clientes e funcionários em risco", observa.
O tempo passou e o comerciante contatou outros donos de estabelecimentos. "Antes da flexibilização, pensamos que voltaríamos só em outubro. Agora, se os números forem favoráveis, talvez, eu comece um projeto de retomada daqui a duas ou três semanas", prevê.
Ainda segundo ele, o seu público está em quarentena. "Se eu abrir agora, o meu custo operacional não será pago com pouca gente. Por enquanto, fazemos drinks e entregamos nas casas das pessoas", frisa.
PENSANDO NA SAÚDE
Chef proprietário do Bença Parrilla, Rodrigo Peters também fechou as portas antes do decreto. "Nós decidimos agir desta forma para preservar a saúde de todo mundo", comenta.
De acordo com ele, a situação se manteve desta maneira por cinco ou seis semanas. "Em maio, voltamos com o delivery, mas ainda temos funcionários do grupo de risco que estão afastados. ", explica.
Por enquanto, o comerciante não possui uma previsão para retomar o atendimento ao público. Ele pretende acompanhar a evolução da doença no decorrer dos próximos dias.
Outros bares e restaurantes seguem o mesmo protocolo. Em suas redes sociais, o Me Gustta Gourmet divulgou que decidiu esperar até o dia 8 de junho e, "se as notícias forem boas, voltará a abrir as portas". O estabelecimento trabalha apenas com o delivery.
O Bar da Rosa, por sua vez, disse que "sente saudade do local cheio, das conversas altas, das risadas com os amigos, daquela sensação de felicidade com muito amor envolvido". Entretanto, optou por permanecer fechado, atendendo somente por entrega ou retirada. O estabelecimento não estabeleceu qualquer data para a retomada.