O deputado federal Capitão Augusto (PL), líder da Frente Parlamentar da Segurança Pública, em Brasília, pediu ao presidente Jair Bolsonaro a recriação do Ministério da Segurança Pública. Atualmente, o segmento está dentro do Ministério da Justiça. Uma reunião entre Augusto e o presidente foi realizada na última semana e a perspectiva é de que a pasta volte a existir no País.
A proposta é que o novo ministério não incorpore estruturas como a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal e os presídios federais, que continuariam no Ministério da Justiça.
"Ainda vamos discutir entre os membros da Frente, mas a tendência é que o ministério seja direcionado para o enfrentamento da criminalidade, atuando com as polícias estaduais, sem ficar com a Polícia Federal, Rodoviária e presídios federais. O presidente demonstrou estar disposto a recriar a pasta, ainda não deu um prazo", lembra.
Ainda de acordo com o deputado, a preocupação com a segurança cresce em períodos de crise econômica. "A pandemia trouxe primeiro um problema de saúde pública e, em seguida, econômica, que já estamos enfrentando. Depois, o que deve vir é um aumento da criminalidade. Estamos propondo a criação do Ministério da Segurança Pública antes que isso ocorra, para combater o crime", destaca.
MINISTÉRIO
O Ministério da Segurança Pública foi criado, em caráter extraordinário, no final do governo de Michel Temer (MDB), há dois anos, por causa do colapso da segurança no Rio de Janeiro.
Na época, Raul Jungmann era o titular. Assim que assumiu como presidente, Jair Bolsonaro unificou a Segurança Pública com o Ministério da Justiça, que teve Sergio Moro como ministro até abril deste ano.
Após a saída de Sergio Moro, a Frente Parlamentar passou a defender a recriação do Ministério da Segurança Pública. Um dos nomes cotados para assumir como ministro da Segurança é Alberto Fraga.
RESPIRADORES
Já no Ministério da Saúde, o deputado levou o pedido do prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB) para que o governo federal envie 20 respiradores para Bauru, para tratar casos graves de coronavírus na região.