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Presidente do Santos não teme ações do elenco na Justiça


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O presidente do Santos, José Carlos Peres, não teme ações na Justiça em busca de rescisões unilaterais de contrato. O clube pagou 30% do salário nos dois últimos meses sem ter feito acordo com o elenco. O Alvinegro avançou por um acerto com os atletas e negocia a forma e a data de reembolso. A ideia é continuar com os 30% no quinto dia útil, cortar 25% e pagar 45% em parcelas.

"Não há risco nenhum. Estamos numa pandemia, calamidade pública, e respeitamos todas as leis. Há necessidade de acordo, claro, mas não conseguimos fazer ainda e pagamos 30%", disse Peres, ao Programa Esporte por Esporte.

"Proposta estava com eles. Estamos negociando, temos a boa vontade deles, estão sensíveis e sabem que o clube não pode arcar com todo o prejuízo. Vamos ver o que é justo para o Santos e para eles, chegando em bom acordo sem perder ninguém", comenta Peres.

"Quando assumimos (em 2018), havia 10 contas congeladas, salário e premiação atrasada. Todos disseram que perderíamos jogadores e não perdemos. É questão de jogar limpo, todos receberam. E não é só dinheiro, é compreensão da crise e de dar as mãos. Vamos fazer acordo e tocar em frente. Confio muito nos jogadores e não acredito que algum deles fará isso. Estão felizes no clube e continuarão felizes. Faremos o possível para liquidar todas as pendências com eles", completou o presidente.

O Santos não atua desde 14 de março, na derrota por 2 a 1 para o São Paulo, no Morumbi, e viu a crise financeira se alastrar. A decisão foi de pagar 30%, não demitir e arcar com o salário integral dos funcionários com vencimentos abaixo de R$ 6,1 mi - o teto previdenciário.

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