Belo Horizonte - Onze pessoas foram indiciadas pelo caso de intoxicação de clientes que consumiram as cervejas da marca Backer, fabricadas em Belo Horizonte. A polícia indiciou sete por homicídio culposo, lesão corporal e intoxicação de produto alimentício, um ex-funcionário por prestar falso testemunho e obstruir investigações e três sócios por não terem feito recall do produto colocado à venda.
Os consumidores se contaminaram devido à presença de dietilenoglicol, substância tóxica, de uso comum na indústria, como resfriador, na cerveja fabricada em Minas Gerais. Pelo menos 29 pessoas foram atingidas - sete morreram.
A conclusão do inquérito foi apresentada nesta terça-feira (9). A polícia descartou a possibilidade de sabotagem e afirmou que a contaminação ocorreu dentro da fábrica, por acidente.
O delegado responsável diz que os técnicos não atuaram com dolo (intenção), mas houve imperícia. Seis pessoas, entre técnicos e gestores, respondem dolosamente pela contaminação, devido à responsabilidade que tinham na linha de produção.
A investigação foi concluída confirmando contaminação pelo dietilenoglicol em sete mortos e 22 vítimas ainda vivas - dez casos foram descartados no decorrer das investigações por questões investigativas e médicas. Outros 30 casos estão em análise.
As festas de fim de ano e uma promoção na chamada Black Friday teriam levado várias das vítimas a consumirem a cerveja em altas quantidades a partir de dezembro.
OUTRO LADO
A Backer diz que irá honrar com suas responsabilidades com a Justiça, com as vítimas e com consumidores. A empresa completou que irá se posicionar sobre o inquérito depois que seus advogados analisarem o relatório.