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Bauru rebaixada pelo Estado. E agora, como fica?

Walace Garroux Sampaio
| Tempo de leitura: 2 min

Foi anunciado pelo governador que Bauru passou da fase amarela para laranja. Para o comércio, a principal alteração é do horário de atendimento reduzido de 6 para 4 horas, tanto para o comércio de rua quanto para o shopping. Além disso, o número de pessoas atendidas simultaneamente pelas empresas será reduzido pela metade. Para os shoppings, fica proibido o funcionamento das praças de alimentação.

Veja a situação das empresas da área de alimentação de nossos shoppings, que se prepararam para a reabertura, inclusive nas praças de alimentação externa, e agora não terão o que fazer com seus estoques recém-adquiridos e com os funcionários readmitidos. É impossível a atividade empresarial se programar nestas condições!

Além do mais, é uma atitude estupida e irresponsável do governador do Estado na medida em que vai transferir todos os consumidores para um período reduzido de 4 horas e concentrar a população nos ônibus neste curto espaço de tempo, quer sejam comerciários ou consumidores. E não se diga que a reclassificação de Bauru ocorreu devido à abertura do comércio, já que 8 dias de comércio de rua aberto e dois dias dos shoppings funcionando não permitem essa conclusão, uma vez que qualquer alteração não seria captada pelos índices em tão curto espaço de tempo.

As razões, se é que existem, se encontram na área da assistência médica e suas deficiências notórias em Bauru, não resolvidas até agora pelo município.

Sobre o Decreto Municipal 14.810, de 30/05/20, ao contrário que se imagina, o Decreto Estadual não se aplica automaticamente a Bauru e municípios da região, segundo o Pacto Regional implantado pelo decreto municipal em vigor até o próximo dia 15, fato este reafirmado pela prefeitura em nota oficial: "Os Municípios da região administrativa de Bauru continuarão seguindo o Pacto Regional..."

Este decreto tem variáveis totalmente distintas daquelas definidas pelo governo estadual para o enquadramento de Bauru e dos demais municípios, inclusive com formula matemática própria para aferir o índice regional. Portanto, há que se esperar o novo decreto de Bauru que defina o enquadramento segundo seus próprios indicadores para saber se permanecemos no cenário 3, que permite atividades essenciais e parte das atividades não essenciais com restrições rígidas.

Só após estes cálculos serem efetuados saberemos se o cenário evoluiu para cima ou para baixo. Por enquanto, nada a fazer a não ser aguardar o novo decreto municipal que, cumprida a rotina estabelecida pela prefeitura, será divulgado lá pelas 22 horas da segunda-feira.

Só nos resta esperar.

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