Política

Caso Marielle: homem é preso no Rio

FolhaPress
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Rio de Janeiro - Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quarta-feira (10) um bombeiro suspeito de atrapalhar as investigações sobre as mortes da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em emboscada em 14 de março de 2018 no Rio de Janeiro. O suspeito é o sargento Maxwell Simões Correa, 44.

Além do Ministério Público, estão envolvidos na operação a Coordenadoria de Segurança e Inteligência, a Corregedoria do Corpo de Bombeiros e a Delegacia de Homicídios do Rio. Segundo o Ministério Público, além de Maxwell outras quatro pessoas, já denunciadas à Justiça, estariam atrapalhando as investigações.

Além do mandado de prisão contra o bombeiro, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em dez endereços ligados a Maxwell e aos outros quatro investigados.

INVESTIGAÇÕES

De acordo com as investigações, no dia 13 de março de 2019, um dia após as prisões dos ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, denunciados como autores dos crimes, Maxwell, junto com os já denunciados Elaine Pereira Figueiredo Lessa, mulher de Ronnie, Bruno Pereira Figueiredo, cunhado de Ronnie, José Marcio Mantovano e Josinaldo Lucas Freitas, presos durante a operação ?Submersus?, ajudou a ocultar armas de fogo de uso restrito e acessórios pertencentes a Ronnie, que estavam armazenados em um apartamento no bairro do Pechincha e em outros lugares desconhecidos.

Maxwell teria cedido o veículo utilizado para guardar o arsenal de Ronnie, entre os dias 13 e 14 de março de 2019, para que o armamento fosse, posteriormente, descartado em alto mar.

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