A interdição da alça do Viaduto João Simonetti, na continuação da rua 13 de Maio, vai completar nove meses e a liberação do local vive um impasse. Antes de ser fechado, o acesso para a av. Nuno de Assis era bastante utilizado por motoristas que seguiam do Centro para as regiões do Mary Dota, Santa Luzia, Vista Alegre, Gasparini, São Geraldo, entre outros. Por conta da importância da ligação, a Prefeitura de Bauru tenta uma parceria com empresas para custear o valor do laudo que liberaria a alça. O documento já foi feito por um engenheiro de São Carlos, especialista na área de pontes e viadutos, mas, para que o profissional assine, é preciso um pagamento de R$ 30 mil.
O município até conta com recurso para custear este laudo, mas não pode efetuar o pagamento por caracterizar fracionamento de licitação. O imbróglio é porque a Prefeitura de Bauru terá que contratar o mesmo tipo de laudo para todo o viaduto da 13 de Maio e também para os viadutos JK, outro que dá acesso do Centro para o Jardim Bela Vista, e 23 de Maio, na avenida Duque de Caxias com a Nações Unidas.
Desse modo, a contratação terá que ocorrer em uma mesma licitação para evitar o fracionamento, que poderia levar a problemas com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), e deve custar pelo menos R$ 800 mil. Este valor, por sua vez, o município não possui.
DE UMA VEZ
Secretário de Obras, Sidnei Rodrigues afirma que toda a contratação precisa ocorrer de uma vez. "Como se trata do mesmo objeto, não podemos contratar apenas o laudo da alça, pois as vistorias anteriores já mostraram que o mesmo terá que ser feito em todo o viaduto da 13 de Maio e em mais dois viadutos. Porém, caso um terceiro pague pelo laudo da alça do viaduto, aí não haveria problema", entende.
Caso as conversas com as empresas dispostas a custear o documento avancem, o secretário acredita ser possível liberar a alça até o começo do mês que vem.
'VAI NASCER'
Na última sessão da Câmara, o vereador Miltinho Sardin (PTB) cobrou uma solução para a liberação da alça do viaduto. "A interdição foi em outubro do ano passado. Depois, em novembro, foi falado que poderia reabrir, mas não aconteceu. Já estamos em junho, passaram oito meses", disse o parlamentar. "Desse jeito, 'vai nascer', porque já está pra fazer nove meses e não tem solução alguma", lamentou.
De acordo com Sidnei Rodrigues, a avaliação do laudo é de que a alça tem condições de ser reaberta, necessitando de reparos pequenos. "Dependendo do serviço, a equipe da Secretaria de Obras mesmo pode fazer. O que precisamos é conseguir pagar o profissional que fez o documento para ele assinar e comprovar a liberação ao trânsito", lembra.