A Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) publicou, nesta quinta (11), uma nota de repúdio ao tratamento que o governo estadual vem dando à questão da retomada das atividades empresariais na região de Bauru.
"A nossa cidade foi uma das primeiras do Estado a elaborar um Plano Consciente de Retomada, inclusive à frente de São Paulo, através de entidades representativas, a qual a Acib faz parte. Reiniciamos as atividades comerciais com todos os cuidados sanitários exigidos por lei. Muitos empresários, com extrema dificuldade, adquiriram estoques, inclusive perecíveis, no caso de bares e restaurantes. Agora, com a determinação do governo estadual de retroceder Bauru da fase 3 para a fase 2 do seu plano de retomada, existe a possibilidade da redução da já pequena jornada de funcionamento de alguns setores e fechamento de outros, cuja permissão para funcionamento foi dada há menos de 10 dias", destaca a entidade.
PREJUÍZOS
A associação acredita que, com as determinações do governo do Estado, haverá uma "superaglomeração" com as jornadas menores e também uma "maior quebradeira" de bares, restaurantes, salões de beleza.
"A Acib reafirma, como fez desde o primeiro momento, que a saúde e a vida sempre vêm em primeiro lugar. Mas entende que o setor privado vem, há cerca de 3 meses, dando, a duras penas, a sua contribuição. Sabemos que os municípios da região administrativa de Bauru estão sob o Pacto Regional, implantado em nossa cidade por decreto municipal e em vigor até segunda-feira (15). O decreto possibilitou a flexibilização atendendo as nossas realidades regionais e, pelo que entende a Acib, funcionou muito bem até o momento", complementa a nota da entidade.
Dentro do exposto, a entidade clama ao prefeito Gazzetta que promulgue um novo decreto municipal e "dê continuidade ao plano de retomada gradual da economia da nossa região".