Economia & Negócios

Risco de segunda onda de coronavírus nos EUA faz Bolsas globais tombarem

FolhaPress
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São Paulo - O mercado financeiro nos EUA teve, nesta quinta-feira (11), o pior pregão desde março, em um dia marcado por retrações generalizadas também nos pregões da Ásia e da Europa. As Bolsas foram arrastadas pelo discurso cauteloso do presidente do Banco Central americano, proferido na véspera, e pelos informes de contágio do novo coronavírus. A doença avança nos boletins norte-americanos, ao mesmo tempo em muitos Estados retomam as atividades.

Os índices acionários Dow Jones e S&P 500 caíram 6,90% e 5,89%, respectivamente, enquanto a Bolsa de tecnologia Nasdaq perdeu 5,27%. Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as maiores companhias da região, recuou 4%. As ações da Boeing desabaram 16,4%, contribuindo para a queda dos índices.

Como é feriado de Corpus Christi no Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo permaneceu fechada. Na Bolsa de Nova York, porém, os principais ETFs (fundos de índices) de ações brasileiras derreteram. O MSCI Brazil chegou a cair 9,7% no pregão, mas fechou em queda de 7,8%. O Brazil Titans 20 caiu 8,7%. As ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) da Vale recuaram 7% e as da Petrobras, 9%.

A cotação do petróleo também sofreu perdas. O barril de Brent (referência internacional) cai 8,5%, a US$ 38,17. Também contribui o aumento dos estoques nos Estados Unidos.

O movimento negativo foi impulsionado pela realização de lucros de investidores, após fortes altas no mercado acionário nas últimas semanas. Na segunda (8), o índice S&P 500 apagou as perdas no ano e na quarta (10), a Nasdaq bateu o terceiro recorde histórico seguido.

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