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Temores de 2ª onda nos EUA já impactam os mercados no Brasil

Estadão Conteúdo
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São Paulo - O Ibovespa chega ao fim da semana de forma bem distinta da que começou, esfriando o otimismo da virada de maio para junho, em série positiva de sete sessões que havia recolocado no radar a possibilidade de o índice retomar antes do que se antecipava a linha de 100 mil pontos - e, assim como na escalada, o exterior mais uma vez foi o fiel da balança. No retorno do feriado, o Ibovespa emendou nesta sexta (12) a terceira sessão negativa e retrocedeu ao menor nível desde 2 de junho, refletindo os temores que se impuseram ontem nos mercados globais, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, quanto a uma segunda onda de Covid-19 que resulte em reversão do processo de reabertura das economias.

Tal revés é especialmente sensível para o Brasil, na medida em que o País ainda mantém curva ascendente para a doença e, nesta semana, estados como São Paulo e Rio intensificaram as medidas de flexibilização, com a reabertura do comércio em horário parcial e escalonado. Espelhando a percepção de risco desde o exterior, o CDS de cinco anos do Brasil voltou a subir de forma mais aguda, afastando-se da marca de 200 pontos recentemente reconquistada.

O principal índice da B3 fechou nesta sexta-feira em baixa de 2,00%, aos 92.795,27 pontos, enquanto os três índices de NY conseguiram recuperação parcial após o Dow Jones ter recuado 6,90% e as perdas no S&P 500 e Nasdaq terem ficado acima de 5% na quinta-feira - hoje, a alta ficou entre 1,01% (Nasdaq) e 1,90% (Dow Jones). 

No mês, o Ibovespa limita a alta a 6,17% e, na semana, passa a terreno negativo, em baixa de 1,95% no período, após três semanas de ganhos consecutivos e ascendentes (de 5,95%, 6,36% e 8,28%). No ano, o índice cede agora 19,76%.

 

DÓLAR

O dólar voltou a fechar acima de R$ 5,00 nesta sexta-feira, 12, após encerrar quatro pregões abaixo desse patamar. A sessão foi marcada pelo ajuste das cotações à forte piora do humor no mercado financeiro ontem, feriado no Brasil, e pela continuidade do fortalecimento da moeda americana hoje no exterior. Após subir 2,17% hoje, a maior alta porcentual desde 7 de maio, o dólar fechou a semana em R$ 5,0426, acumulando valorização de 1,04%, a primeira de ganhos depois de três semanas seguidas de baixas.

 

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